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Governante destaca conquistas económicas

Luanda - O ministro de Estado da Coordenação Económica, Manuel Nunes Júnior, elegeu o equilíbrio orçamental e a trajectória descendente da inflação como as principais conquistas económicas do novo Governo, desde que entrou em funções, em Setembro de 2017.

Em artigo publicado na edição desta sexta-feira do Jornal de Angola, o governante destaca que, em finais de 2017, quando o actual Executivo angolano assumiu as suas funções, o país apresentava “profundos desequilíbrios” nas suas contas internas e externas.

Neste quadro, o ministro recorda que foi a partir do segundo semestre de 2014 que se registou uma “queda brusca e acentuada” do preço do petróleo no mercado internacional, o que causou a presente crise económica e financeira que o país “ainda” está a viver.

“As medidas tomadas pelo Executivo logo em Janeiro de 2018, para fazer face a tais desequilíbrios, com a aprovação de um Programa de Estabilização Macroeconómica, começam, entretanto, a surtir os seus efeitos”, escreve Manuel Nunes Júnior.

O governante destaca, designadamente, o facto de os défices fiscais vividos nos anos de 2015, 2016 e 2017 terem sido substituídos por um superavit orçamental em 2018, de 2,2% do Produto Interno Bruto (PIB).

Manuel Nunes Júnior realça que no ano anterior, isto é, em 2017, o país havia evidenciado um défice de 6,3% do PIB, enquanto, para o presente ano, o Orçamento Geral do Estado (OGE) Revisto prevê um orçamento “totalmente equilibrado, isto é, com um saldo fiscal igual a zero”.

“A existência de défices sistemáticos nas contas públicas trouxe dois grandes problemas para o país: o aumento dos níveis de endividamento e o aumento das taxas de juro praticadas no mercado interno”, afirma.

Por todas essas razões,  escreve o governante, o Executivo angolano vai continuar a trabalhar para que nos próximos anos os saldos orçamentais “sejam nulos ou superavitários”, para inverter a tendência de endividamento do país e abrir espaço para que os bancos comerciais concedam mais crédito à economia.

Taxas de inflação com trajectória decrescente

No seu artigo, o ministro destaca outro resultado positivo das medidas de estabilização adoptadas pelo Governo do Presidente João Lourenço, traduzido no facto de que as “taxas de inflação têm conhecido uma trajectória decrescente”.

Manuel Nunes Júnior chama a atenção para o facto de, em 2018, por exemplo, essas taxas terem chegado apenas aos 18,6%, quando a previsão constante no OGE para aquele ano era de 28%, enquanto para o presente ano, está prevista uma taxa ainda mais baixa, de 15%”, segundo escreve.

Outra conquista que Manuel Nunes Júnior aponta tem a ver com o facto de o mercado cambial continuar a seguir um movimento no sentido da sua “normalização”.

Segundo afirma, o “sinal mais evidente” desta realidade tem a ver com a redução do gap (diferencial) entre a taxa do mercado oficial e a prevalecente no mercado paralelo, situada hoje ao redor dos 30 a 40%, quando, em Janeiro de 2018, essa diferença era de 150%.

O ministro destaca, ainda, que, desde Dezembro de 2018, as medidas contidas no Programa de Estabilização Macroeconómica do país passaram a contar com o apoio técnico e financeiro do Fundo Monetário Internacional, no âmbito de um Programa de Financiamento Alargado.

No domínio da economia real, Manuel Nunes Júnior sublinha que, depois de sucessivas taxas de crescimento negativo, no último trimestre de 2018, o país registou, pela primeira vez em três anos, uma taxa de crescimento positiva de 2,2%.

Enquanto isso, escreve, prevê-se para este ano manter a tendência de crescimento da economia, embora com cifras modestas, ao redor dos 0,3%. (Angop)

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