Nacional

Estado de emergência: governador distribui motocisternas para assegurar fornecimento de água

No quadro do estado de emergência decretado pelo Presidente da república, o governador provincial procedeu, recentemente, à entrega de 190 moto-cisternas para assegurar o fornecimento de água potável à população em zonas recônditas.

A acção do Governo local, circunscrita num plano de contingência, destina-se, fundamentalmente, a zonas que se debatem com a problemática de água, numa altura em que empresas de Águas de Benguela e Lobito clamam por investimentos para conclusão da terceira fase do projecto “Água para todos”, a ponto de o responsável da Águas de Benguela, engenheiro Jaime Alberto, ter afirmado que a província estava na iminência de viver uma crise de água sem precedentes.

Consciente das dificuldades por que passa a população em zonas periféricas nos 10 municípios, aliadas ao facto de se estar a viver um momento especial, o Governo de Benguela, conforme justificou Rui Falcão, coordenador da comissão multissetorial criada no quadro do combate ao Covid-19, considera imperioso que as administrações municipais, nesta fase, sejam dotadas de capacidades para responder a casos pontuais, uma vez que o Decreto Presidencial orienta a criação de condições essenciais à população.

Recentemente, um dos centros de quarentena, no município de Benguela, que acolhe dezenas de cidadãos provenientes de Portugal há duas semanas, viu-se privado do fornecimento de água, por alegado mau manuseamento por parte do técnico em serviço, facto que gerou uma onda de críticas à comissão coordenada pelo governador.

Entretanto, o inquilino do palácio cor-de-rosa, à praia Morena, assegura ter sido já ultrapassada a questão. “Está tudo solucionado”, disse. De acordo com o governador de Benguela, no quadro da quarentena institucional, estão a ser criadas uma série de condições infra-estruturais. “Naquilo que vocês chamam campo de campismo, para nós é Vila Olímpica, estamos a tratar com dois vectores, vector quarentena e o vector tratamento”, justifica, acrescentando que a província vai ser reforçada com mais meios técnicos.

Tudo quanto compete ao Governo local, gaba-se Falcão, está a ser feito, porém, espera que os cidadãos continuem a colaborar e que estes não incorram em desobediência. “Todos somos poucos para contribuir para a solução e não para o problema como alguns fazem”, disse, manifestando-se preocupado com moradores de rua e, nesta perspectiva, garante que a questão está a ser acautelada pelo Gabinete de Acção Social.

Segundo as autoridades sanitárias, Benguela, neste momento, tem 38 pessoas em quarentena, sendo 34 institucional e 4 domiciliar. Para os que cumprem a quarentena domiciliar, Falcão, aparentemente insatisfeito, adverte: ‘Se falharem, nós vamos recolhê-los compulsivamente para fazerem a quarentena institucioal”, avisa. (O País)

Por: Constantino Eduardo | Benguela

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