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Eleições: Adalberto Costa Júnior responde a “Jú” Martins – Líder da UNITA acusa MPLA de ameaçar com instabilidade caso não vença as eleições

O líder da UNITA, Adalberto Costa Júnior, respondeu ao secretário do Bureau Político do MPLA para os Assuntos Políticos e Eleitorais, "Jú" Martins, acusando os "chefes do regime" de agirem como se Angola fosse "uma propriedade privada do seu partido".

O líder da UNITA, Adalberto Costa Júnior, respondeu ao secretário do Bureau Político do MPLA para os Assuntos Políticos e Eleitorais, “Jú” Martins, acusando os “chefes do regime” de agirem como se Angola fosse “uma propriedade privada do seu partido”.

Confirmou igualmente que a transição negociada foi um dos temas do tal encontro com os dirigentes de topo do MPLA, porque de outro modo não seria possível numa conversa que durou mais de três horas, deixando ainda uma provocação: os dirigentes do MPLA “sentiram-se expostos”.

Recorde-se que o secretário do Bureau Político do MPLA para os Assuntos Políticos e Eleitorais optou na segunda-feira por dar uma conferência de imprensa para negar que tenha ocorrido qualquer tipo de negociação com o líder da UNITA para questões ligadas à transição do poder político em Angola numa das unidades hoteleiras de Luanda.

Entretanto, nas páginas das redes sociais angolanas está a correr um áudio onde Adalberto Costa Júnior confirma a existência do encontro com o teor que “Jú” Martins nega.

Nesse registo, que Adalberto não põe em causa nesta sua reacção, é audível a voz do líder da UNITA onde este confirma que abordou com dirigentes de topo do MPLA a questão da transição e ainda a ideia de que o partido no poder não está disponível para abdicar da condução da gestão em Angola, sublinhando o candidato do partido do “Galo Negro”, naquilo que parece um encontro limitado, que essa ideia que subsiste no seio do MPLA é fruto do facto histórico de terem “ganhado a guerra”, que terminou há duas décadas.

Adalberto explica nesse áudio que foi “procurado por dirigentes de topo do MPLA”, diz ainda que entende ser essencial “abordar a questão da transição” e que esse encontro contou com a “autorização do Presidente da República”.

Acrescenta que disse de forma clara a esses mesmos “dirigentes de topo” do MPLA, que agora se sabe que contou com a presença de “Jú” Martins, entre outros, que o melhor era aproveitar estarem a lidar com uma UNITA democrática e tolerante para definir alguns parâmetros pós eleitorais “porque eles (o MPLA)já perderam as eleições” e é “melhor negociar agora que depois de perderem”.

Mas o dirigente do MPLA não admite essa possibilidade, explicando que aconteceu um encontro a 27 de Maio deste ano mas com um conteúdo totalmente distinto. “Estivemos reunidos numa das unidades hoteleiras aqui em Luanda no dia 27 de Maio.

Foi um encontro informal a pedido do próprio líder da UNITA”, disse aos jornalistas João de Almeida Azevedo Martins, que reagia a declarações de Adalberto Costa Júnior, num encontro que ocorreu em meados de Julho, em Luanda.

“Há muito tempo que o presidente da UNITA vinha solicitando este encontro. As suas declarações (sobre a negociações para a transição) são graves”, referiu o político, sublinhando que o poder não é negociado, conquista-se pelo voto, insistindo que em momento algum foi abordada a questão de uma transição negociada.

Neste encontro de duas horas, segundo o secretário do Bureau Político do MPLA para Assuntos Políticos e Eleitorais, conversou-se apenas sobre questões que têm a ver com a comunicação social e a publicação das listas por parte da Comissão Nacional Eleitoral(CNE). “Uma pessoa que quer ganhar eleições não pode fazer declarações irresponsáveis”, apontou o dirigente do MPLA.

É ainda relevante o facto de tal encontro já ter ocorrido há semanas e só agora, por intermédio do secretário do Bureau Político do MPLA para os Assuntos Políticos e Eleitorais, ter sido conhecido do grande público, o que demonstra que o que ali se passou não vazou por acção de nenhum dos indivíduos que o presenciou. Estão autorizados para concorrem às eleições gerais de 24 de Agosto, os partidos MPLA, UNITA, PRS, FNLA, APN, PHA e P-NJANGO e da coligação CASA-CE.

Do total de 14,399 milhões de eleitores esperados nas urnas, 22.560 são da diáspora, distribuídos por 25 cidades de 12 países de África, Europa e América. A votação no exterior terá lugar em países como a África do Sul (Pretória, Cidade do Cabo e Joanesburgo), a Namíbia (Windhoek, Oshakati e Rundu) e a República Democrática do Congo (Kinshasa, Lubumbashi e Matadi). Ainda no continente africano, poderão votar os angolanos residentes no Congo (Brazzaville, Dolisie e Ponta Negra) e na Zâmbia (Lusaka, Mongu, Solwezi). (Novo Jornal)

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