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BNA não paga salários e compensações dos ex-trabalhadores do Banco Postal

O Banco Nacional de Angola não está a responder de forma positiva as solicitações de pagamento dos salários e as supostas compensações após o Banco em questão ter rescindido os contratos de trabalho com grande parte dos quase 600 funcionários.

Diante da inércia do órgão regulador, os trabalhadores do então Banco estão a preparar uma manifestação junto à sede do BNA.

Francisco de Brito, porta-voz do grupo dos trabalhadores, que viu o seu contrato de trabalho rescindido há dois meses, disse que, ao terem solicitado explicações ao “Banco”, foram informados pela administração que este já cumprira a sua parte ao ter enviado todos os dados dos funcionários com as respectivas contas bancárias ao BNA, enquanto fiel depositário, de modo que este proceda aos pagamentos. Até agora a entidade reguladora não se pronuncia.

Facto é que para os trabalhadores, atendendo a situação de desemprego que se encontram, o silencio do BNA já está a fazer um barulho ensurdecedor nos seus ouvidos. Afinal, testemunharam, qual vítimas da então decisão, no dia 4 de Janeiro, numa sexta-feira à tarde, os seus empregos a se esvanecer do sistema financeiro nacional por incumprimento dos fundos regulamentares próprios que segundo esclarecimentos, a Lei Base das Instituições Financeiras atesta que nestes casos impõe-se penalizações, ou seja multa-se e não revogação da licença.

Vale ainda recordar que durante o anúncio do encerramento do Banco Postal, em conferência de imprensa, o Governador do BNA, o sujeito da acção, disse que os direitos dos trabalhadores estavam todos salvaguardados, mas passados 3 meses o comportamento do regulador revela-se incoerente diante das famílias sem solução à vista.

Dizer que o Banco Postal arrancou em Março de 2107 com 150 quiosques Xikila Money e 50 no Huambo, a par de quatro agências.

Em Setembro do ano passado, o PCA do banco, João Freire, anunciou um investimento de cerca de 18 mil milhões Kzs na abertura de novos pontos Xikila Money nas 16 províncias do País em falta.

De acordo com o relatório e contas de 2017, naquele ano o banco tinha perto de 131 mil clientes, tendo sofrido prejuízos de 4,319 mil milhões Kzs.

Segundo o documento, o principal accionista era a EGM capital, SA (62,90%). Os Correios de Angola detinham 22,5% e a ENSA cerca de 10%. (Mercado)

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