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Trump deixa mundo do desporto em pé de guerra

A guerra do Presidente dos Estados Unidos com a liga nacional de futebol americano explodiu: há apoiantes, adversários e muita troca de tweets que o confirmam.

A polémica entre a NFL e o Presidente Donald Trump continua a crescer. Depois de o dia ter começado com os protestos dos Baltimore Ravens e dos Jacksonville Jaguars, que se ajoelharam durante o cantar do hino nacional dos Estados Unidos em Londres, as manifestações de desagrado para com a desigualdade racial nos EUA multiplicaram-se.

Trump acorreu ao Twitter para as contrariar, lançando uma série de declarações inflamadas onde se pode ler coisas como “patriotas corajosos lutaram e morreram pela nossa bandeira americana[…] TEMOS de a honrar e respeitar!” ou “ficar em pé e de braços entrelaçados é bom, ajoelhar não é aceitável.”

(Foto: D.R.)

A lista de pessoas que vieram a público repudiar a atitude do Presidente é longa. Para lá das várias equipas de futebol americano que hoje já se manifestaram — em Filadélfia, alguns jogadores dos Eagles e dos Giants ajoelharam-se e puseram os punhos nos ar, um símbolo usado nas décadas de 60 e 70 pelos ativistas pelo poder negro; o mesmo cenário aconteceu em Indianapolis, com vários jogadores dos Cleveland Browns a assentarem joelhos no relvado, não ligando às vaias que vieram do público; também houve protestos no plantel dos Saints e dos Broncos — muitos proprietários de equipas, ex-atletas, figuras de estado, atletas de outras modalidades e até cantores já aproveitaram para mostrar o seu desagrado.

(Foto: D.R.)

A base destes protestos começou há quase um ano, quando Colin Kaepernick, o quarterback dos San Francisco 49ers, se recusou a ficar de pé durante o tocar do hino nacional, alegando que essa era a sua forma de demonstrar desagrado para com o tratamento desigual das minorias.

Desde então, o assunto foi-se tornando mais complexo, com mais e mais atletas a juntarem-se “à luta”, ajoelhando-se sempre que tocava o hino dos EUA, antes do início dos jogos. Na passada sexta-feira, porém, tudo ficou ainda mais intenso quando Donald Trump aproveitou um comício em Huntsville, no Estado do Alabama para atacar os jogadores da NFL que demonstravam o seu descontentamento durante o hino — “despeçam esses sons of bitches [filhos da mãe] que não honram o nosso País!”, disse. Aquilo que se tem assistido este domingo (por tradição, é o dia da semana em que decorrem mais jogos de futebol americano) é, portanto, o ripostar destes atletas.

As manifestações de desagrado

(Foto: D.R.)

A polémica pode ter explodido com as declarações no Alabama, contudo, o assunto ganhou proporções ainda mais consideráveis quando o basquetebolista Stephen Curry, dos Golden State Warriors, recusou-se a visitara Casa Branca com a sua equipa — atuais campeões da NBA. “Não apoiamos o presidente e as coisas que ele disse”, explicou o duas vezes melhor jogador da liga (MVP) em conferência de imprensa.

LeBron James, outro basquetebolista norte-americano – e um dos melhores da atualidade -, não tardou em expressar o seu apoio para com Curry e através do Twitter chamou “bandalho” ao Presidente e disse que ir à Casa Branca costumava ser uma honra, mas isso mudou quando Trump tomou posse. (Observador)

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