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Opinião Quora: As forças armadas ucranianas estão melhor equipadas para a guerra com a Rússia em 2022?

Não, nem o armamento que recebem da NATO é da última geração, e muito menos o armamento originário. A Alemanha por exemplo fornece tanques antiaéreos Gepard que na Bundeswehr já foram descontinuadas na década de 90.

A Rússia claramente tinha mais soldados e armas. Mas grande parte da Rússia está desatualizada. Eu já disse isso antes, a Rússia está lutando a última guerra.

Mas era isso.

A Ucrânia recebeu material mais novo e melhor. A Ucrânia está recebendo algumas das mais recentes tecnologias da OTAN. Muitas nações da OTAN estão interessadas em como ela se comportará em uma guerra real. Eles estão felizes com o que vêem.

O Javelin, uma arma antitanque usada no ombro que dispara foguetes de busca de calor em alvos a até 4 km de distância, como visto acima, pode ser controlado por uma unidade portátil que não é muito diferente de um videogame console, mas pode enviar um projétil de um metro de comprimento direto pela lateral ou pelo topo de um tanque blindado.

Os militares ucranianos alegam que a mera presença dessas armas fabricadas nos EUA “causa pânico” entre as tropas russas e que os EUA enviaram milhares delas.

São drones, armas antitanque, mísseis superfície-navio, etc.

A Ucrânia permanece nesta guerra graças ao uso de armas e tecnologia superiores.

Os relatórios também indicam que os soldados ucranianos são mais bem treinados e disciplinados do que os russos.

As decisões estratégicas e táticas de seus comandantes são melhores que as dos russos.

Os russos também tiveram problemas logísticos e não forneceram suas tropas como deveriam, o que também afectou a sua eficácia.

O problema consiste no acúmulo de vários pequenos problemas que no seu conjunto inviabilizaram o sucesso da invasão russa.

Estes problemas são:

  1. Um exercício com material em mau estado e uma logística medíocre. Como habitual em países com uma taxa de corrupção alta, na Rússia vários oficiais devem ter desviado verbas destinadas à manutenção de material para o próprio bolso. Assim o estado é outro do que o esperado por parte da chefia. O mesmo acontece com a logística, provavelmente havia menos combustível e munições na realidade existente do que nos livros.
  2. Moral baixa: O exército russo, é um exército de serviço militar, ou seja não completamente profissional. Os soldados que prestam o seu serviço militar sabem qual a realidade na população, nas empresas etc. Eles sabem que a Rússia não é um país livre e justo e que muito que lhes é contado é mentira. Aliás, há relatos de soldado que tem dito que achavam que iam para um treinamento e acabaram numa invasão. Além disso, na guerra contra a Ucrânia há o acrescente de que os soldados russos e a população ucraniana podem comunicar facilmente. Assim, as mentiras de que iriam libertar a população caiu rapidamente a terra. Além disso houvem muitas baixas. Tudo isto baixa a moral. E um exército com moral baixa não funciona bem.
  3. Avaliação errada da vontade e capacidade de resposta dos Ucranianos. É óbvio que não se esperava uma resposta tão dicidida dos Ucranianos. Não se sabe, se se achava que o governo iria fugir (como em tempos o Janukowytsch que fugiu em 2014 para a Rússia) ou se achava capturar rapidamente o governo (que tentaram, já se sabe). Além disso não se esperava que a população iria lutar tão decididamente.
  4. Não se esperava que o Ocidente ficaria tão unido na resposta contra a invasão. Como depois da ocupação da Crimeia e de parte do Donbas apenas houvem sanções “simbólicas”, a Rússia esperava que mais uma vez nada decidido iria acontecer. Muito menos fornecimento de armas à Ucrânia e sanções que comprometem o fluxo de dinheiro para a Rússia.
  5. Erros na estratégia militar. A Rússia, por incrível que parece, nunca conseguiu o controlo sobre o espaço aéreo ucraniano. Deveria ter sido o primeiro passo para evitar muitas baixas durante a invasão. Deve haver uma avaliação completamente errada sobre o desenrolar da operação para prescindir (erradamente) do controlo aéreo, que já não se vai conseguir.

Cada um destes problemas isoladamente provavelmente não teria tido o efeito de comprometer o êxito da invasão mas todos em conjunto inviabilizaram o êxito militar russo.

É estranho a quantidade destas perguntas no sentido de ser a resistência à invasão e não a própria invasão que provoca vítimas, transferindo a culpa para o povo agredido.

Apresentam resistir a uma invasão como um acto agressivo e a invasão como um acto pacifista.

É a chamada pergunta de chico-esperto defensor da invasão. Só alguém com os miolos queimados pelo LSD e leituras de Marx pode ir numa argumentação bronca destas.

Mas aceitemos a lógica bronca desta posição como um exercício de análise da vergonha alheia. (Quora)

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