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Moçambique repele novo ataque em Cabo Delgado

Enquanto Moçambique pede apoio à União Europeia para combater o terrorismo em Cabo Delgado, as forças de defesa e segurança repeliram nas últimas horas um ataque terrorista em Bilibiza no distrito de Quissanga, nesta província nortenha, revelou o chefe de estado Filipe Nyusi.

A chefe da diplomacia moçambicana confirma e está confiante quanto ao pedido feito à União Europeia para o apoio logístico e treino militar ao exército para o combate ao terrorismo em cabo Delgado. Posição assumida por Verónica Macamo, num dia em que o presidente moçambicano, chamou atenção para o risco da violência armada pôr em causa a independência do país.

As forças de defesa e segurança repeliram nas últimas horas um ataque terrorista em Bilibiza no distrito de Quissanga na província de Cabo Delgado no norte de Moçambique, revelou o chefe de Estado Filipe Nyusi.

O Presidente da República e Comandante-em-Chefe das Forças de Defesa e Segurança, disse que o terrorismo, o crime transnacional, a pirataria e o crime cibernético são alguns desafios com que o país se debate e, para os ultrapassar, reitera a sua confiança nas forças de segurança do país.

Filipe Nyusi apelou ao envolvimento da sociedade e que esta compreenda que “os temas de defesa não são exclusividade dos militares”.

O Comandante-em-Chefe das Forças de Defesa e Segurança orientou, hoje, a cerimónia central alusiva ao 56º aniversário do desencadeamento da luta armada de libertação nacional e Dia das Forças Armadas de Defesa de Moçambique – FADM.

“os ataques terroristas em alguns distritos da província de Cabo Delgado, assim como os ataques da zona centro do país, protagonizados pela auto intitulada Junta Militar da Renamo, constituem clara afronta a independência nacional, à integridade territorial e à paz“.

Entretanto, a ministra dos negócios estrangeiros e cooperação Verónica Macamo diz estar optimista quanto ao pedido de apoio logístico militar efectuado pelo governo à União Europeia.

“Penso que a comunidade internacional está toda ela sensível. é que o terrorismo não é coisa de um país e nós pedimos na área militar treinamento e formação para combater o terrorismo com mais eficiência.”

Por outro lado, o pedido de apoio à União Europeia, que não foi discutido no parlamento, está a levantar debates no seio da sociedade moçambicana sobre a legitimidade do governo, sozinho, efectuar tais diligências. (RFI)

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