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Macron diz que tem provas de uso de armas químicas pelo regime sírio

Presidente francês afirma que resposta será dada no momento certo, quando for “mais eficaz”.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, disse que Paris tem provas de que o regime de Bashar al-Assad “usou armas químicas – pelo menos cloro” num ataque “na semana passada”.

Numa entrevista à estação de televisão TF1, disse que a reacção será feita “no momento certo”, para ser “mais eficaz”.

“Quando tivermos feito todas as verificações”, disse ainda citado pelo jornal Figaro, “é preciso tirar ao regime os meios de preparação [das armas]”.

Macron prometera que a França responderia a ataque deste tipo pelas forças do regime sírio, e depois das imagens de vítimas de um ataque em Douma no fim-de-semana, que mostram sinais de intoxicação com gases perigosos (suspeita-se de cloro e sarin), tem estado em contacto com o Presidente norte-americano, Donald Trump, que também prometeu uma retaliação.

Paris e Washington partem do princípio de Bashar al-Assad é o autor do ataque, mas uma resolução no Conselho de Segurança (CS) da ONU para criar uma missão para estabelecer se foram usadas armas químicas e quem as usou foi vetada pela Rússia na terça-feira à noite. Moscovo propôs a sua própria resolução, para uma investigação apenas ao uso de químicos proibidos mas sem apontar responsabilidades; esta foi chumbada pela maioria dos membros do CS.

Na véspera, através do Twitter, Macron tinha afirmado que há provas do uso de armas químicas pelo regime, mas não especificou a que ataque se referia. O Presidente acrescentava na rede social que a França estava a agir de vários modos, incluindo a troca de informação com os aliados para definir a reacção, que acontecerá “nos próximos dias”.

Qualquer ataque levado a cabo pela França ou EUA tem de ser cuidadosamente medido para assegurar que não atinge forças russas no terreno. Embora não haja um número fiável de tropas russas no terreno, sabe-se que estão em muitas das bases militares sírias – que seriam um alvo provável.

Macron disse também na entrevista que está em contacto regular com o Presidente russo, Vladimir Putin, e que a França “não permitirá em caso algum uma escalada que possa ameaçar a estabilidade na região”. (Público)

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