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GALP, BCP e NOS com pricing em queda primeiro trimestre

A ZOPT, empresa detida em partes iguais pela empresária Isabel dos Santos e pela Sonaecom, é a maior accionista da NOS.

As acções das empresas portuguesas com participações qualificadas de empresas ou empresários angolanos registaram uma queda no fim do primeiro trimestre de 2018 no principal índice da Euronext Lisboa, o PSI-20. O preço das acções da Galp Energia, do Banco Comercial Português (BCP) e da NOS naquele que é o principal índice de referência do mercado de capitais português derrapou 2%, 3% e 14%, respectivamente, no período em análise. Porém, em termos homólogos, o quadro inverte-se para o BCP e para a Galp, que viram os preços disparar 37% e 8%, respectivamente, ao passo que a NOS somou outra queda de 5%.

Com as acções cotadas a 15,305 EUR no final do trimestre, a Galp, que colocou em bolsa 771.171.121 acções em 2006, valia 11,8 mil milhões EUR. A Amorim Energia é a maior accionista da Galp, com 33,34 % do capital social, correspondente a 276.472.161 acções, à data avaliadas em 4,2 mil milhões EUR. Sendo que a empresa Esperaza (cujos proprietários são a Sonangol, com 60%, e a empresária Isabel dos Santos, por via da Exem, com 40%) detém 45% da Amorim Energia, os ganhos da empresa no período em observação foram de 1,9 mil milhões EUR, dos quais 1,1 foram atribuídos à petrolífera nacional e os restantes 761,6 milhões à Exem.

De igual modo, a Sonangol, que detém 15,24% do capital social do BCP, ou seja, 2.303.640.891 acções, é a segunda maior accionista do banco português, atrás da Fosun. No período em análise, a petrolífera nacional viu o seu valor em bolsa reduzir em 11%, para 626,5 milhões EUR, quando comparado ao montante avaliado em 19 de Janeiro do corrente ano.

De acordo com um artigo publicado pelo site económico Dinheiro Vivo, entre 2014 e 2016 a queda das acções do BCP representou menos-valias potenciais de mais de 900 milhões EUR, segundo os dados dos últimos relatórios e contas da Sonangol. Só em 2016, a queda das acções do banco liderado por Nuno Amado levou a que se inscrevesse nas contas uma menos-valia de 365,7 milhões EUR.

Segundo a mesma fonte, a Sonangol solicitou ao BCE autorização para aumentar a participação até 30%. Foi-lhe dada luz verde, mas teria de o fazer até final de 2017. No relatório de gestão de 2016, feito ainda com Isabel dos Santos na liderança da empresa, a Sonangol referia que “a participação da Sonangol no BCP tem tido sempre um cunho estratégico, já que é um suporte relevante para a diversificação do seu investimento, em geografias como África e a Europa, e acentua a natureza e vocação internacional da empresa”.

Por sua vez, a NOS, com 515.161.380 acções cotadas na Euronext Lisbon, fechou o trimestre a valer 2,4 mil milhões EUR. A ZOPT, empresa detida em partes iguais pela empresária Isabel dos Santos e pela Sonaecom, é a maior accionista da NOS, com 52% do capital social e com 268.644.537 acções orçadas em 1,2 mil milhões EUR.
Segundo a página oficial da empresa, “esta participação qualificada é atribuível às empresas Kento Holding Limited (Kento) e Unitel International Holdings, BV (Unitel International), bem como à sra. Isabel dos Santos, nos termos dos artigos 20 (1) (b) e (c) e 21 do Código dos Valores Mobiliários”.

“Sendo (i) a Kento e a Unitel International directa e indirectamente controladas pela sra. Isabel dos Santos e (ii) a ZOPT controlada em conjunto pelos seus accionistas Kento, Unitel International e Sonaecom SGPS SA, em decorrência do acordo de accionistas firmado entre essas entidades.”

Sobre o PSI-20

O Portuguese Stock Index (PSI-20) é o principal índice da Euronext Lisboa e a principal referência do mercado de capitais português. É composto, neste momento, pelas acções das 18 maiores empresas cotadas na Bolsa de Valores de Lisboa e reflecte a evolução dos preços dessas acções, que são as de maior liquidez entre as negociadas no mercado luso.

O valor-base do PSI-20 remonta a 31 de Dezembro de 1992 e foi de 3000 pontos. Foi lançado com a dupla finalidade de servir de indicador da evolução do mercado accionista português e de suporte à negociação de contratos de futuros e opções.

A capitalização bolsista das emissões que compõem o PSI-20 é ajustada pelo free float, não podendo cada emissão ter uma ponderação superior a 20% nas datas de revisão periódica da carteira. Devido às suas características, o índice PSI-20 foi seleccionado pelo mercado para servir de subjacente a produtos estruturados, cuja rentabilidade depende, de uma ou de outra forma, do comportamento do mercado bolsista português. (Mercado)

Por: André Samuel

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