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Futebol: Ainda há quatro mistérios por resolver no caso Emiliano Sala

O corpo do jogador foi encontrado, mas o do piloto Ibbotson continua desaparecido e ainda há muitas questões por resolver. Porque é que a busca pelos destroços parou? E porque é que Sala viajou?

O corpo do futebolista Emiliano Sala foi recuperado dos escombros do avião que despenhou no Canal da Mancha, no entanto, o corpo do piloto do avião, David Ibbotson, ainda está por encontrar. As dúvidas sobre o que realmente aconteceu no acidente de 20 de janeiro ainda são muitas, de acordo com o jornal El Español.

A 20 de janeiro, o jogador Emiliano viajou no avião Piper PA-46-310P Malibu, que foi construído em 1984, com apenas um motor. O piloto Ibbotson foi chamado para pilotar à última hora, porque o colega David Henderson não estava disponível. Contudo, apesar de saber pilotar este modelo de aviões, Ibbotson não tinha a licença necessária para pilotar aeronaves com passageiros pagantes. O avião onde os dois viajam desapareceu dos radares a 21 de janeiro. Há ainda quatro perguntas sem resposta.

Porque é que o piloto sem licença conduzia o avião?

O corpo do piloto Dave Ibbotson continua desaparecido e esse enigma dificulta as investigações. A esposa do piloto afirmou que prefere que o corpo do marido permaneça debaixo de água, mas encontrá-lo é fundamental para responder a algumas questões.

Para Ibbotson, a aviação era um hobby e por esse motivo não tinha licença comercial, explica o jornal The Sun, que acrescenta que Dave já tinha sofrido um acidente de pilotagem em 1995.

No dia anterior ao voo, Ibbotson tinha publicado um post na rede social Facebook sobre as péssimas condições do avião, afirmando que estava “enferrujado”.

Porque é que a busca pelos destroços parou?

Os investigadores encontraram o avião Piper PA-46 Malibu dividido ao meio, a 63 metros de profundidade. Durante o resgate, Dave Mearns, responsável pelas buscas, foi obrigado a tomar uma decisão difícil devido ao mau tempo que se fez sentir durante a operação: resgatar o corpo que estava entre os destroços e deixar para trás a fuselagem do avião. Conseguiram obter alguns destroços da aeronave, contudo, é necessário proceder à análise de outras peças importantes, que vão ajudar a concluir a investigação. As autoridades afirmam que não vão procurar a parte em falta, diminuindo assim as possibilidades de obter novas pistas.

Depois de a polícia britânica ter terminado a investigação, a família e amigos de Emiliano Sala amealharam 360.000 euros e iniciaram uma investigação privada para encontrar o corpo do jogador e a parte da aeronave.

Porque é que afinal Emiliano Sala viajou?

Mais um pormenor da história que o jornal El Español questiona. A publicação explica que um dos amigos do jogador, Maxi Duarte, afirmou que Emiliano foi “forçado” a viajar.

Duarte revelou: “Há apenas uma grande verdade por detrás disso, o responsável é o representante, mas vamos esperar um pouco. Emiliano nunca decidiu entrar no avião, era algo a que estava obrigado enquanto jogador”, acrescentando que Emiliano deveria ter viajado durante o dia e não de noite.

Foram também descobertas as mensagens que Emiliano trocou com Willie McKay, o responsável do Cardiff City que organizou o voo. Numa das mensagens, Willie escreveu: “Não há sentimentos, estamos apenas a fazer negócios”. Depois da notícia do acidente, a equipa britânica parou os três pagamentos ao clube de Nantes.

Será que Cardiff City irá pagar pelo jogador?

Por fim, falta perceber se a equipa britânica vai realmente realizar o pagamento do contrato de Emiliano Sala. O Cardiff City cumpriu com todas as formalidades para incorporar o jogador argentino na equipa por 17 milhões de euros, a transferência mais cara na história do clube galês. No entanto, depois da notícia do acidente, a equipa não transferiu os três últimos pagamentos.

O Nantes afirmou que não está disposto a perder o dinheiro da venda do argentino e denunciou a falta de pagamento do Cardiff. Segundo a BBC, os executivos do clube farão o pagamento “quando tudo estiver claro”, algo que, de Nantes, consideram uma técnica “hipócrita” para “ganhar tempo”. (Observador)

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