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E, de repente, o mercado rejeita CR7 e Ney

Dois dos jogadores mais cobiçados da história do futebol não interessam a ninguém. Podem, por isso, continuar nos clubes onde estão.

Cristiano Ronaldo e Neymar têm mais em comum do que falar a língua portuguesa ou terem ambos nascidos no dia 5 de fevereiro – o português no de 1985 e o brasileiro no de 1992. Ocuparam o trono de jogador mais caro do mundo: o CR7 ao custar incríveis 94 milhões ao Real Madrid para o tirar do Manchester United, em 2009; e Ney, que fez o Paris Saint-Germain pagar ao Barcelona 222 milhões pelo seu passe em 2017, ainda é a mais dispendiosa transferência da história. Finalmente, estão os dois no mercado este ano – mas ninguém lhes pega. Por quê?

Cristiano Ronaldo ainda é uma máquina imparável de golos, como provam os 24 marcados por um Manchester United de segunda (ou terceira) linha na época passada. Cinco vezes eleito o melhor futebolista do globo e maior goleador da história da Liga dos Campeões, o número 7 quer disputar a competição que já ganhou cinco vezes.

Mas, aos 37, se é certo que ainda marca muitos golos e cuida do físico como se uma obra de arte se tratasse, também é indiscutível que já não tem o mesmo fôlego para ajudar sem bola, uma obrigação em qualquer clube de elite. Bateu à porta de Chelsea, de Barcelona e de Real Madrid mas só ouviu nãos. Resta o Atlético Madrid, como alternativa.

(Foto: D.R.)

O problema de Neymar não são os efeitos da idade no bilhete de identidade – tem menos sete anos do que CR7 – mas os efeitos da idade no campo – perdeu mais de 50% dos jogos do PSG por lesão (e às vezes por razões disciplinares).

E pior: não parece estar muito incomodado com nada disso. A ganhar quase 50 milhões de euros ao ano, o brasileiro foi colocado no mercado pela própria direcção do clube que ouviu, como CR7, nãos atrás de nãos de Chelsea, Milan e Manchester City.

O mais provável é, pois, que CR7 continue no norte de Inglaterra e Neymar na cidade luz por falta de interesse nos respetivos serviços. O mercado do futebol, como todos os outros, é assim: num dia, ama, no outro, despreza. (Dinheiro Vivo)

 

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