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Afinal, poderá haver acordo entre a Renault e a Fiat

As ações da fabricante automóvel francesa encerraram a sessão desta segunda-feira com uma subida de quase 3% na Bolsa de Paris. Contudo, a hipótese de a proposta de fusão renascer pode ter impacto na aliança com a Nissan, segundo a “Reuters”.

O setor automóvel assiste a um verdadeiro “casa-descasa” entre a Fiat Chrysler Automobiles (FCA) e a Renault. Segundo fontes próximas das empresas, ouvidas pela agência “Reuters”, estará a haver conversações para retomarem a proposta de fusão 50/50. Depois de um namoro atribulado entre as duas, o noivado acabou mesmo por chegar ao fim na última quinta-feira, depois de o governo francês (maior acionista da Renault) ter exigido mais tempo para ganhar o apoio da Nissan, o terceiro elemento neste triângulo amoroso.

As fabricantes francesa e ítalo-americana estarão a tentar conquistar o ‘ok’ da multinacional japonesa e os dirigentes da FCA e da Renault, John Elkann e Jean-Dominique Senard, já se terão reunido para conversas sobre a retoma da proposta de fusão.

No entanto, há outra pedra no sapato que pode comprometer a aliança de longa data entre a Renault e a Nissan nos termos em que se encontra. É que a Nissan (detida em 43,4% pela Renault) quer implementar um novo modelo de gestão, com mais comités, mas a Renault diz que vai abster-se, uma decisão que a Nissan considera “lamentável”.

Além disso, de acordo com a mesma agência noticiosa, a japonesa estará pronta para fazer uma espécie de chantagem: pedir à Renault que reduza significativamente a sua participação na empresa em troca de dar o seu consentimento ao casamento FCA- Renault.

Apesar deste impasse, perante esta hipótese de as duas gigantes reatarem, as ações da Renault fecharam com uma subida de 2,59%, para 55,08 euros, na Bolsa de Paris. Já os títulos da FCA estão a ganhar 1,85%, para 13,44 dólares, em Nova Iorque.

“Se as negociações trilaterais forem finalmente bem sucedidas (quatro se o Estado francês estiver incluído, com uma participação de 15% na Renault), o grupo resultante da soma destas três grandes fabricantes será o terceiro player do setor em todo o mundo, com um volume de vendas de cerca de 8,7 milhões de unidades por ano, perdendo apenas para a alemã Volkswagen e para a japonesa Toyota”, destaca o analista financeiro Aitor Méndez, da IG, em research de mercado. (Jornal Económico)

Por: Mariana Bandeira

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