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UNAP busca soluções para recuperar prestígio

O reforço dos programas de valorização das artes, a nível nacional e internacional, são os desafios para este ano da direcção da União dos Artistas Plásticos Angolanos (UNAP), afirmou, ontem, em Luanda, o secretário-geral da instituição.

Tomás Ana Etona garantiu que recuperar o prestígio e tornar a UNAP numa instituição de renome, capaz de defender os interesses da classe são objectivos que continuam a fazer parte das prioridades da direcção.
O responsável da UNAP destacou, ainda, a intenção de melhorar permanentemente a condição social dos associados.

A UNAP, destacou, só poderá alcançar novos horizontes com uma aposta forte na diversificação dos produtos artísticos, melhoria das condições infra-estruturais, formação de quadros capazes de gerar rendimentos dignos aos associados. “Os membros precisam de continuar apostar na formação contínua, para melhorar a qualidade dos seus trabalhos”.

Três anos depois de ter sido reeleito secretário-geral da UNAP, para o quadriénio 2017-2021, Etona mostra-se optimista em poder ver maior participação da antiga geração, no sentido de trocar experiência com a nova geração dos artistas plásticos. “É importante que exista uma maior aproximação entre os membros fundadores e a nova geração de artistas, de forma que todos possam contribuir com ideias na melhoria dos programas de acção em vigor”.
O conflito de interesses entre alguns membros, disse, tem criado constrangimentos na implementação e materialização de projectos ligados às artes, facto que tem merecido uma atenção especial da direcção da UNAP.

“Queremos membros que nos ajudem com ideias construtivas e não apenas dispostos a aproveitarem-se dos erros cometidos pela direcção para tirar proveitos em actos nada abonatórios à unidade da classe”, esclareceu.

Referiu que com pouco mais de 400 membros inscritos, a UNAP pretende dar novo dinamismo aos programas de acção para procurar mais que haja espaços de debates entre os membros, tornando a instituição um espaço aberto para o diálogo, assente na gestão participativa.
Apesar dos altos e baixos, Etona considera o trabalho em equipa a forma mais consensual para se ultrapassarem os principais desafios da instituição, um dos quais é sair da apatia em que a instituição está.

Quanto à situação financeira da instituição, o secretário-geral da UNAP disse que os poucos recursos existentes têm servido, basicamente, para a resolução de problemas internos e pagamento de salários a funcionários.
Os esforços do Executivo na criação de políticas de incentivo ao investimento e a participação mais activa dos empresários, disse, deve continuar a ter sempre como foco a materialização da protecção dos direitos de autor. (Jornal de Angola)

Por: Manuel Albano

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