Cultura

Percurso histórico do Rei Mandume Ya Ndemufayo é abordado hoje em palestra

“A figura de mandume enquanto Símbolo de Resistência” é o mote de uma palestra a ser proferida hoje pelo historiador Tiago Cuango, no âmbito dos 102 anos do aniversário de morte do também conhecido “Mandume Rei dos Kwanhamas”

A iniciativa do ministério da Cultura, por via da direcção do Arquivo Nacional de Angola, em alusão aos 102 anos da morte do Rei Mandume Ya Ndemufayo, assinalado ontem, 06 de Fevereiro, será realizada hoje a partir das 10 horas, no Museu Nacional de História Natural, em Luanda. A palestra subordinada ao tema, “A Figura de Mandume Enquanto Símbolo de Resistência”, será ministrada pelo historiador Tiago Caungo e terá como moderador o director da Biblioteca Nacional, João Luís Lourenço.

De acordo com os manuais e historiadores, o Rei Mandume é originário da tribo dos povos Ambós, localizado no Sul de Angola e Norte da Namíbia, tendo este falecido por suicídio, em 1917. Destacado líder da resistência contra a ocupação colonial portuguesa na região Sul de Angola, preferiu a morte para não ser dominado. Saliente-se que o rei é venerado (segundo um artigo publicado pela Agência Angola Press Angop por ocasião do 95º aniversário do Rei), por preferir suicidar-se a ser capturado e, consequentemente, colonizado pelos portugueses, após o enfraquecimento do seu Estado, em 1917, pelas forças ocupacionistas.

Pertencente ao reino mais poderoso da tribo Ambós, o rei Mandume –ya-Ndemufayo, comandou os destinos do povo Kwanhama num dos períodos mais difíceis da história da região Sul, de 1911 a 1917. Desde então, o seu nome e feitos ficaram marcados na tradição dos Ambós, que o apelidaram de “O cavaleiro incomparável”. A sua determinação dificultou o projecto de implantação da administração colonial, impondo duras derrotas às tentativas de ocupação do seu território, o que levou os europeus a aliarem-se contra o seu reino.

Durante o reinado de Mandume, as guerrilhas entre os povos africanos acabaram e passaram a ser apenas contra os portugueses que, a todo custo, tentavam ocupar o Sul de Angola.

Antes da ocupação colonial, os Ambós estavam divididos pelos reinos, Kwanhama (o mais importante), Kuamatus (pequeno e grande), os dois estados do Evale, Dombala e Kafima. Estes estados viviam unidos e não havia guerras entre eles, salvo alguns conflitos por causa das guerrilhas no Sul de Angola.

Ao encontro de hoje são aguardadas a participar diversas figuras e organismos do Ministério da Cultura, cadetes do Estado-Maior do Exército, Marinha de Guerra, Polícia Nacional, estudantes do Instituto Serra Van-Dúnem, e público interessado. (O País)

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