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Obra inéditas de Carlos Vilar em destaque na galeria Centro Cultural Português em Luanda

Nesta viagem intitulada “Influências”, o artista percorre temas diversificados, revisitando e prestando tributo a nomes de referência mundial nas artes plásticas, como Richter, Klimt, Helena Vieira da Silva, Michael Birbenstein e J. Tuner, entre outros, que o influenciaram e continuam a influenciar.

A Galeria do Camões – Centro Cultural Português em Luanda acolhe esta Quarta-feira, 10, a exposição individual de pintura de Carlos Vilar, com o título “Influências”. A mostra ¦cará patente ao público até dia 5 de Novembro próximo e reúne aproximadamente 20 obras inéditas em acrílico sobre tela e 30 sobre papel, numa recorrente intensidade cromática, reafirmando o traço que o caracteriza. Nesta viagem, o artista percorre temas diversificados, revisitando e prestando tributo a nomes de referência mundial nas artes plásticas, como Richter, Klimt, Helena Vieira da Silva, Michael Birbenstein e J. Tuner, entre outros, que o influenciaram e continuam a influenciar.

Carlos Vilar explica que a referida colecção vai buscar referências a outros artistas, como Richter, que, através da acumulação de camadas de tinta, varridas e espalhadas através do pincel ou da espátula, cria composições abstractas, à semelhança de Helena Vieira da Silva e Klimt. Com ouso intenso de elementos em ouro que foi buscar ao período bizantino, ou ainda a outras influências distintas, como o trabalho despojado, leve e mítico do amigo Michael Birbenstein e ainda as pinceladas soltas e difusas de J. Turner, dá forma a torvelinho de nuvens e ondas”.

O regresso do artista à Galeria do Camões- Centro Cultural Português em Luanda surge dois anos depois de ter estreado no mesmo espaço a colecção com o título “Explosão da Dopamina de Cor”.Percurso do artista Carlos Vilar nasceu em Lisboa, em 1953. O seu pai e avô são naturais de Angola (Huambo e Ben guela), ambos funcionários do Caminho de Ferro de Benguela (CFB),e a mãe é natural de Lisboa. Com poucos meses de idade, veio para Angola, onde viveu de 1953 a 1961, entre as cidades do Huambo e do Lobito. Iniciou os estudos primários no Jardim Escola do Bairro Compão no Lobito.

Em 1961, foi para Lisboa, em companhia da sua mãe e aí concluiu a instrução primária e o ciclo preparatório. Em 1966, regressou novamente a Angola e concluiu os estudos secundários na Escola Industrial e Comercial Sarmento Rodrigues, no Huambo. Posteriormente ingressou no Instituto Industrial, no curso de Engenharia Civil e Minas. Em Agosto de 1975, devido à situação politico-militar no Huambo, é obrigado a sair, regressando novamente a Lisboa. De 1975 a 1977, permanece em Lisboa, aguardando documentação que lhe permitisse regressar a Angola, o que veio a acontecer em Março de 1977.

Foi nesse período que inicia contacto com o meio cultural, muito em particular, com o seu amigo Carlos Martins Pereira, artista plástico que lhe desperta o interesse pela pintura. Tem Picasso, Matisse, Klimt, Modigliani e Kandinsky como expoentes máximos da arte moderna. Caravaggio e William Turner também foram pintores de referência. Gerald Richard, Helena Vieira da Silva são os que mais influenciaram a suas obras mais recentes. Carlos Vilar começa a revelar a sua faceta artística em 2015 e, em Fevereiro de 2017, faz a sua primeira exposição individual no Camões/Centro Cultural Português. Desde então, as suas obras estão representadas em várias cidades, como Buenos Aires, Nova Iorque, São Paulo, Rio de Janeiro, Paris, Lisboa e Madrid. (O País)

Por: Augusto Nunes)

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