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Fotografias de Luís Damião em exposição na Vila Alice

O artista plástico Luís Damião expõe desde o dia 18, na galeria “This is not a White Cube”, no bairro Vila Alice, em Luanda, 20 fotografias inéditas, que fica patente até 31 de Janeiro de 2020.

As fotografias foram produzidas ao longo do último ano e reflectem o mais recente processo de produção de Luís Damião. O trabalho encerra uma forte componente experimental e de investigação, com incidência no desenvolvimento de novos meios de produção técnica, suporte e apresentação.
Luís Damião integra uma geração emergente de artistas que lançam renovadas perspectivas sobre o tema das composições fotográficas tradicionais numa era da tecnologia digital e manipulação da imagem.
De acordo com as curadoras, Graça Rodrigues e Sónia Ribeiro, as referências da construção estética reportam ao universo da fotografia documental, com recurso simultâneo a uma elaborada encenação de imagens.

As curadoras afirmam, no catálogo, que a introdução desta perspectiva performática resulta de um processo de matização recorrente da divisão entre o que é documentário e o que é ficção e sucede habitualmente para enfatizar, através da fotografia, propostas de reflexão sobre as vivências sociais e políticas no contexto urbano de Luanda.

A mostra individual, que a galeria “This is not a White Cube” agora apresenta, decorre de um intenso trabalho de curadoria que a estrutura tem vindo a empreender em torno da obra de Luís Damião. É também nesse contexto que o autor se apresenta na exposição internacional “Intersections – Whithin the Global South”, em curso na galeria do Banco Económico de Luanda e na mais recente edição da Bienal de Bamako, que decorre no Mali, até Janeiro.

Perfil do artista

Natural de Luanda, Luís Damião nasceu em 1978, numa família com fortes raízes artísticas. Filho do fotógrafo Paulino Damião (Kota 50) e irmão do artista plástico Lino Damião, Luís Damião não diferiu na paixão pelas câmaras fotográficas, pincéis, espátulas, tintas e telas. Envolveu-se desde cedo com o mundo da arte e da cultura como autodidacta, dando os primeiros passos no universo da fotografia pelo impulso do pai e inspirado pelo irmão, altura em que já frequentava o atelier do consagrado e falecido artista plástico Víctor Teixeira (Viteix).

Em 2002, apresentou-se publicamente pela primeira vez através do projecto artístico colectivo denominado “Art & Moda”, realizado no Espaço Cultural Elinga: uma exposição de jovens artistas de reconhecido talento nas modalidades de pintura, escultura e moda. Em 2012, realizou a primeira exposição individual de fotografia intitulada “Mulheres do dia-a-dia”, na galeria De Maio, da União Nacional dos Artistas Plásticos (UNAP). Nesse mesmo ano, publicou fotografias no livro de defesa de tese de licenciatura em Arquitectura, lançado para o Prémio Fernando Távora 2012, em Portugal.

O ano seguinte, foi um dos mais produtivo na carreira do artista, ao participar numa colectiva de jovens da oficina Kapela e no projecto “Cores do Verão”, ambos apresentados no Espaço Elinga. Em 2014, Don Ruela e a Oficina Kapela lançaram o projecto Ex-Por-Arte no Elinga, em que Luís Damião participou com várias fotografias.

O mais recente projecto centra-se na prática artística da fotografia e no desenvolvimento de novos suportes, assim como de novos meios de produção técnica e de apresentação desenvolvidos em atelier. (Jornal de Angola)

 

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