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CDC Angola exibe “Outros Rituais Mais ou Menos” hoje na Cinemateca Portuguesa em Lisboa

A tournée coordenada pela coreógrafa Ana Clara Guerra Marques teve início no passado Sábado, 5, em Amsterdão no Afro-vibes Art Festival, com a exibição da peça “O Monstro está em Cena”, no quadro da digressão da referida Companhia pela Europa, ao que se seguiu a participação do colectivo na quinzena Internacional de Dança, em Almada Augusto Nunes Quatro dias após a exibição da peça “O Monstro Está Em Cena” de Ana Clara Guerra Marques e Nuno Guimarães, a Companhia de Dança Contemporânea de Angola apresenta hoje na Cinemateca Portuguesa, em Lisboa, o documentário sobre a CDC Angola “Outros rituais mais ou menos” de Jorge António.

O documentário acompanha o trabalho da coreógrafa Ana Clara Guerra Marques e da Companhia de Dança Contemporânea de Angola (CDC) na preparação e ensaios para a Temporada 2009, que marcou o regresso aos palcos após um longo interregno. Além da coreógrafa Ana Clara Guerra Marques, o documentário conta com a participação de Nuno Guimarães, Abrãao Kumba e David Mwa Mudiandu. Juntam-se ao mesmo, os bailarinos Cemi Diamoneka, Adilson Valente, António Sande, Benjamim João, Divaldo Nunes, Zuni Kurty André Baptista, Armando Mavo, Samuel Vilarinho e Rossana Monteiro, estes últimos convidados da referida formação. Sexta e Sábado, a CDC Angola apresentará espectáculos em Faro e Montemor-o-Novo.

O programa inclui a apresentação no dia 28, do corrente mês, do livro “Máscaras Cokwe: A Linguagem Coreogrᦠca de Mwana Phwo e Cihongo” de Ana Clara Guerra Marques, na Universidade de Coimbra. Recorde-se que a tournée da CDCA iniciou com a exibição, Sábado, em Amsterdão no Afro- Vibes Art Festival, da “O Monstro Está Em Cena”, coreografada por Ana Clara Guerra Marques e Nuno Guimarães. Estreiada a 14 de Junho de 2018, no Camões–Centro Cultural Português, em Luanda, a peça convida à reflexão sobre o ser humano enquanto protagonista de um mundo onde cresce a violência, o individualismo e a intolerância.

Os novos modelos capitalistas baseados no consumismo e nos conflitos entre os diferentes grupos étnicos, religiosos ou políticos promovem o surgimento de novos “muros” e a resignação perante as assimetrias entre fartura e miséria. As questões de género e a condição de inferioridade imposta à mulher são, igualmente, alvo desta desconfortante introspecção sobre a condição humana. (O País)

Por: Augusto Nunes

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