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Angola reforça aposta na economia circular

O ministro da Cultura, Turismo e Ambiente, Filipe Zau, afirmou, esta quinta-feira, que o país pretende apostar cada vez mais na economia circular, através da sustentabilidade e da eficiência no uso e reutilização de recursos naturais.

O governante falava em Benguela, onde decorre, até sexta-feira, o II Conselho Consultivo daquele departamento ministerial, sob o lema “Cultura, Turismo e Ambiente – na Emergência de uma Economia Circular”, com o objectivo de avaliar as actividades desenvolvidas pelo órgão.

Admitindo que “este é o momento ideal para o país consolidar a economia circular”, o governante salientou que o pensamento é “a implementação de tecnologias de tratamento e reciclagem para valorizar o potencial de resíduos”.

Daí ter destacado a importância de se converter estes resíduos em matéria-prima para o fabrico de novos produtos, por via dos diversos processos industriais, baseados nos princípios da economia circular.

Segundo ele, os desafios actuais têm levado a implementar tecnologias de dessalinização para produzir água doce, capaz de suprir as demandas da população, constituindo-se numa estratégia de integração “ambiente, cultura e turismo”.

Diz que este trabalho deve repercutir em diversas províncias, garantindo que Benguela já iniciou a articulação para construir unidades pilotos de dessalinização e a implementação de outras tecnologias ambientais necessárias para resolver os vários problemas que afectam o país.

No entanto, assegura que o ministério continuará a trilhar estes caminhos para que o ambiente seja preservado e a economia circular consolidada, tendo em vista a redução dos impactos ambientais decorrentes das emissões dos gases de efeito estufa (GEE).

Para que o turismo se constitua na maior fonte de diversificação da economia, o ministro defende que é preciso garantir os pré-requisitos de partida para que o empresariado nacional e estrangeiro possa investir e garantir uma maior empregabilidade para uma população jovem.

Como explicou, o crescimento do mercado mundial do turismo oferece inúmeras oportunidades para os países desenvolvidos e em desenvolvimento, por isso, Angola deve aproveitar e desenvolver as suas potencialidades e vantagens comparativas como um destino turístico de referência.

Quanto ao ambiente, referiu que o ministério tem tido a responsabilidade de pensar neste sector com um olhar crítico sobre a realidade, focada em todas as vertentes, principalmente na vertente da sustentabilidade rumo à circularidade.

O primeiro dia do evento foi reservado aos temas sobre “Os desafios da classificação e da gestão dos bens culturais”, “ Estratégia de implementação das indústrias culturais e criativas” e “A rede museológica nacional: estratégias para a melhoria dos seus serviços”. (ANGOP)

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