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Álvaro Macieira expõe no Camões

Luanda - A exposição individual “Síntese- Um Artista, Múltiplas Linguagens”, de autoria do angolano Álvaro Macieira, está aberta ao público, no Camões - Centro Cultural Português, até Setembro do ano em curso.

A exposição é composta por 40 obras, algumas expostas pela primeira vez, onde os temas da liberdade, da mulher, da natureza, das interseções humanas se encontram bem patentes.

Nesta exposição Álvaro Macieira apresenta obras em acrílico sobre tela e mostra as mais variadas técnicas que foi utilizando ao longo das últimas duas décadas de carreira, compondo uma síntese que demonstra bem a linguagem pictórica desenvolvida pelo autor.

Por questões de biossegurança, o modelo de apresentação da exposição definido pelo Camões – Centro Cultural Português segue regras adaptadas ao momento presente. A utilização das redes sociais, com a exploração de conteúdos audiovisuais sobre a exposição, será uma constante.

As visitas presenciais estão limitadas a cinco pessoas por hora.

Para o diector do Centro Cultural Português, Telmo Gonçalves, “Sínteses – Um Artista, Múltiplas Linguagens” dá a conhecer a diversidade estética que marca o percurso artístico do autor. Do abstracionismo mais surrealista, ao figurativo mais simbólico. Da linguagem gestualista da action painting, à mais pura representação pictórica do simbolismo africano.

“Generosidade e superação, palavras que nos surgem a qualificar a atitude do artista que, juntamente com o Camões – CCP, decidiu abraçar o desafio de organizar uma exposição para existir, sobretudo, no éter das redes sociais e em tempos de “distanciamento social”, reforçou o responsável.

Conforme Telmo Gonçalves, oferecer, neste momento, esta exposição de Álvaro Macieira é também um gesto de resistência. “É dizer que não nos deixamos vencer, por visíveis ou invisíveis. Não deixamos de procurar a beleza na vida de todos os dias. E acreditamos na arte para nos mostrar a vida além de nós, além do nosso presente”, asseverou.

Já do ponto de visto do embaixador de Portugal,  o centro abre uma nova realidade que obriga a alterar a forma de se comunicar, assumindo o seu papel de espaço aberto a pontes e ao diálogo entre mundos de cultura.

“Um espaço que, cada vez mais, irá apostar neste diálogo entre artistas, culturas, num diálogo constante entre as industriais culturais e criativas de Portugal e Angola”, frisou o diplomata.

Para o diplomata, as industriais culturais e criativas devem ser tomadas a sério, tal como sucede com a conservação do património cultural, por serem factores de crescimentos, desenvolvimento, retorno económico e de inclusão.

Com a exposição de Álvaro Macieira, o camões volta a abrir às suas portas, cinco meses depois do encerramento forçado pela pandemia da Covid-19, aos criadores e ao público angolano.

Álvaro Macieira é jornalista, escritor, artista plástico e consultor cultural. Nasceu a 13 de maio de 1958, na vila de Sanza Pombo, na província de Uíge.

Como jornalista, foi Editor de Cultura na ANGOP  – Agência Angola Press, onde começou em 1983. Colaborou para a Rádio Nacional de Angola, Televisão Pública de Angola e Tribuna Cultural da BBC – Londres, em Língua Portuguesa, a partir de Luanda.

Durante mais de 20 anos, dedicou-se à investigação dos vários aspetos da vida cultural angolana, percorrendo o país e tomando contacto com a realidade nacional, consolidando os conhecimentos que lhe vêm da sua vivência rural e do privilégio de ter viajado desde muito jovem pelas inúmeras regiões de Angola.

O paradigma da sua inspiração pictórica é composto pela poesia, a filosofia dos provérbios, os contos, as histórias que ouviu na sua infância rural, o contacto com as artes e as tradições africanas, as viagens, os museus que tem visitado pelo mundo e os lugares e sítios de memória.

Com o pintor alemão Horst Poppe e o angolano Augusto Ferreira fundou, em 2002, o grupo Conexão Cultural (www.conexao-cultural.com).

Em 8 anos de intercâmbio e diálogo artístico ora na Alemanha, ora em Luanda, Álvaro Macieira e o seu colega alemão fizeram várias exposições e pintura juntos (108 obras conjuntas de pequenas e grandes dimensões).

Três das suas obras estiveram expostas no Nord Art 2009, tida como a maior exposição coletiva de artes plásticas do na realizada em Randsburg, norte da Alemanha. (Angop)

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