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EUA destacam liderança do país nos Grandes Lagos

Papel de Angola no acompanhamento da situação entre o Uganda e o Ruanda mereceu relevo durante as discussões

Os Estados Unidos destacaram, ontem, a liderança de Angola na pacificação da Região dos Grandes Lagos. A mensagem de optimismo foi transmitida ao ministro das Relações Exteriores pelo conselheiro para as questões de segurança da Casa Branca, Robert Charles O´Brien, Jr.

Manuel Augusto abordou com Robert Charles O´Brien, vários assuntos ligados à cooperação entre Angola e aquele país da América do Norte. Durante o encontro, o chefe da diplomacia angolana transmitiu informações sobre as reformas políticodiplomáticas, económicas e sociais em curso no país, neste mandato do Presidente João Lourenço.

No encontro, com a duração de cerca de uma hora, os dois interlocutores centraram a sua abordagem sobre aspectos ligados à cooperação nos domínios político-diplomático, defesa e segurança, economia, finanças, banca, petróleo e gás, mineração, agricultura, pescas, Golfo da Guiné, e os conflitos na Região dos Grandes Lagos.

O papel de Angola no acompanhamento da situação entre o Uganda e o Ruanda mereceu igualmente relevo durante as discussões havidas. O ministro Manuel Augusto apontou o investimento nas

pequenas e médias empresas como sector que pode ser aproveitado pelos Estados Unidos, para além do petróleo, no âmbito da diversificação da economia nacional.

Manuel Augusto encontrou-se igualmente com John Peter Pham, Enviado Especial dos Estados Unidos para a Região dos Grandes Lagos e Vice-Presidente do Conselho Atlântico.

O ministro esteve em Washington, D.C., onde chefiou uma delegação angolana que na capital dos Estados Unidos, homenageou os 20 negros africanos de origem angolana, por ocasião dos 400 anos do comércio transatlântico de escravos africanos que chegaram, em Agosto de 1619, a àquele território dos Estados Unidos.

Celebração em Angola O ministro das Relações Exteriores disse que a data de 1619 vai passar a ser celebrada anualmente em Angola.

Manuel Augusto falou, em Washington, num evento em homenagem “à resiliência” dos primeiros africanos escravizados que chegaram àquilo que hoje são os Estados Unidos, em Agosto de 1619.

Este ano, os Estados Unidos celebraram os 400 anos da chegada desses africanos que vinham do Reino do Ndongo,

na região que hoje conhecemos como Angola.

O evento organizado pela Embaixada de Angola nos Estados Unidos, foi realizado no Museu de Arte Africana do Smithsonian e contou não só com a presença do ministro Manuel Augusto, como também com a presença da ministra da Cultura, Maria da Piedade de Jesus, do embaixador de Angola Joaquim do Espírito Santo e da embaixadora dos Estados Unidos em Angola, Nina Fite.

Entre os convidados de honra estava a família Tucker – uma família de africanoamericanos que descobriu ser descendente dos primeiros angolanos escravizados a chegar aos Estados Unidos.

Manuel Augusto convidou também os americanos e em especial o presidente da Câmara de Hampton (Virgínia), Donnie Tuck, presente no evento, que se celebre em simultâneo todos os anos a data de Agosto de 1619.

O ministro das Relações Exteriores deixou no ar a sugestão de geminação de cidades, uma ideia que se enquadra na parceria estratégica entre os Estados Unidos e Angola.

A parte cultural da celebração foi brindada com uma actuação do ballet tradicional de Angola, Batoto Yetu. (Jornal de Angola)

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