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Dívidas a construtoras portuguesas em Angola alarmam FMI

Angola não está a conseguir resolver o problema das dívidas às empresas de construção portuguesas: perdões de dívida elevados e problemas de certificação fragilizam as empresas e preocupam o FMI.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) está preocupado com a dívida de Angola a fornecedores externos, entre eles empresas portuguesas do setor da construção, escreve o Público na edição desta terça-feira, 25 de fevereiro.

Na última avaliação às medidas impostas pelo FMI, no âmbito do pedido de assistência financeira feito por Angola em 2018, ficou claro que o país está a ter dificuldades em não acumular dívida a fornecedores externos, o que preocupa os responsáveis do Fundo.

Mas também em pagar a já existente: há empresas portuguesas com faturas por receber e muitas delas têm dificuldades em ver as despesas assumidas e certificadas; outras aceitaram perdões de dívida elevados (‘haircuts’ superiores a 40%).

“Um país que não paga a sua dívida passa a ter problemas para se financiar”, admitiu Marcos Rietti Souto, representante residente do FMI em Angola, na apresentação de um relatório sobre a África Subsaariana.

As dívidas de Angola às construtoras portuguesas rondam os 500 milhões de euros, resultado de um passivo que se acumulou durante décadas. (Jornal de Negócios)

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