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União Europeia eleva financiamento ao país

A União Europeia (UE) aumenta de forma significativa o financiamento a Angola no ciclo 2021-2024, em níveis que vão superar os actuais 121 milhões de euros actualmente envolvidos nos fundos disponibilizados pelo bloco ao nosso país.

A directora adjunta para a área da Cooperação da Delegação da UE em Angola, Isabel Emerson, que ontem anunciou o facto, em Luanda, disse que o aumento das ajudas está em fase da aprovação, depois de consultas com as autoridades governamentais, representantes da sociedade civil e do sector empresarial.

As ajudas, realçou Isabel Emerson numa conferência consagrado ao agronegócio realizada, em Luanda, podem elevar a capacidade angolana para equilibrar as trocas comerciais com a União Europeia que, este ano, representa 38,4 por cento das importações angolanas, constituindo, em sentido inverso, 7,6 por cento das exportações para àquela zona.

Na base das trocas estão equipamentos, máquinas, produtos alimentares diversos, bem como marisco e pescado, de acordo com a directora para a Cooperação da Delegação da União Europeia.

Isabel Emerson realçou que cerca de 52 países, principalmente africanos, têm acesso ao mercado da UE através de acordos comerciais bilaterais e de diplomacia económica, algo que, no passado se processou por via de apoio europeus ao comércio e ao alcance dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável em diferentes países do continente, disse a responsável. Entre 2007 e  2014, a assistência ascendeu a 83,7 mil milhões de euros.

No entanto, acrescentou, “com base na experiência deste processo, na nossa nova estratégia há um grande foco no desenvolvimento das capacidades produtivas e desenvolvimento do sector privado, pelo que temos novos instrumentos, que vão desde assistência técnica, à cooperação com o próprio sector privado e a melhoria do ambiente de negócios”.
Fórum em Bruxelas

Isabel Emerson anunciou a realização, em Março do próximo ano, de fórum empresarial em Bruxelas, Bélgica, onde está instalada a sede a UE, considerando o encontro uma oportunidade para An-gola e demais países necessitados de atrair investimentos estrangeiro.

Igualmente, está prevista, para o próximo ano, a assinatura de um acordo entre a Angola e UE no domínio da facilitação de investimentos sustentáveis no país, o primeiro acordo bilateral do género a ser assinado com um país e o bloco, uma vez que, normalmente, acordos dessa natureza são assinados ao nível regional.

Este acordo vai facilitar a entrada de investimentos, aumentar a transparência, previsibilidade das medidas de investimentos, simplificação de procedimentos e outros aspectos aperfeiçoadores do ambiente de negócios. Do défice ao excedente

Ao dissertar sobre o tema “Sistema Nacional de Sementes: Ponto de Situação”, o director-geral da Empresa Jardins do Yoba, João Saraiva, defendeu que a produção angolana de bens da cesta básica pode evoluir do actual défice para um excedente, bastando que se concretize o aumento da produção proporcionado pelas condições naturais do país.

Angola, notou, é o 11º país do mundo em termos de produção por área dedicada ao milho: “se nós conseguirmos, em três milhões de hectares, aumentar a produção de mil quilos por hectare, para 2500 quilos, podemos aumentar significativamente a produção e atingir o superavit”, disse.

Segundo o director-geral, apesar de Angola ser um dos países que pratica agricultura em enormes espaços territoriais, apresenta um nível de produtividade mais baixo, o que está na base do défice que o país enfrenta e é dado por apenas cinco por cento dos agricultores terem acesso a sementes melhoradas e mais de 90 por cento continuar a utilizar sementes obtidas no mercado informal, um tipo de sementes que apresenta grandes dificuldades de germinação, resultando em baixa de produção por hectare.

Paulo Bracons, presidente do Conselho de Administração da empresa Fortaleza Seguros, defendeu a necessidade de implementar, no país, o seguro agrícola, um instrumento que, em caso de perda, mantém estável o rendimento do agricultor.

O presidente do Conselho de Administração da Fortaleza Seguros apontou a experiencia de outros países de África e da América Latina afirmando que o seguro apenas é viável se um  número significativo de agricultores aderir, tornando possível a mutação do risco. (Jornal de Angola)

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