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Sonangol prevê investir 2 mil e 300 milhões no desenvolvimento dos blocos 15 e 32

A Sonangol estimou realizar investimentos para 2018 e anos subsequentes um total de dois mil e 390 milhões de dólares no segmento de exploração e produção, no desenvolvimento dos blocos 15/06 e 32, indica o relatório de balanço e perspectivas da companhia.

Segundo o relatório,  para fazer face aos projectos estruturantes em carteira, a petrolífera nacional prevê mobilizar um total de três mil e 600 milhões de dólares até Junho de 2020.

Relativamente ao fundo solicitado para o desenvolvimento das operações conjuntas dos blocos em que o grupo Sonangol detém interesses participativos, a dívida passou de mil e 950 milhões em 31 de Dezembro de 2017,  para mil e 663 milhões a 31 de Agosto de 2018,  tendo sido pagos dois mil e 193 milhões e solicitados novos fundos avaliados em mil e 906 milhões.

Quanto aos fornecedores de produtos refinados, a partir de final de 2017 a Sonangol fez um esforço para liquidar as dívidas, liquidando 467 milhões, o que permitiu reduzir a dívida acumulada.

Este esforço permanece em 2018, tendo já sido liquidados mil e 335 milhões, estando a dívida avaliada em mil e 149 milhões ao final do mês de Agosto.

No período de 2016 a 2018,  a produção média de petróleo bruto em Angola registou um declínio de aproximadamente 231 mil barris/dia, saindo de uma redução média de um milhão e 722 mil barris/dia em 2016,  para um milhão e 492 mil em Setembro de 2018.

Em 2017 o desempenho deveu-se à falta de aprovação de contratação de sondas e outros contratos, assim como a falta de funcionamento de novos projectos .

A produção média  de petróleo da concessionária registou um ligeiro declínio,  passando de  390 mil barris/dia em 2016, para 386 mil barris/dia em Setembro de 2018,  ao passo que a produção média de petróleo bruto da Sonangol registou um ligeiro aumento passando de 234 mil barris por dia em 2016,  para 237 mil barris em 2018.

Este aumento deveu-se a entrada em produção do campo Cabaça no bloco 15/06 no qual a Sonangol pesquisa e produção integra o grupo empreiteiro, lê-se no reltório.

As exportação de petróleo bruto passou de 8 mil e 509 milhões em 2016, para 10 mil e 963 milhões em Setembro de 2018.

A arrecadação de venda de derivados ao país registaram um declínio de aproximadamente 52 por cento, passando de  três mil e 824 milhões de dólares americanos em 2016,  para mil e 808 milhões em Setembro de 2018,  em função da contratação da procura e da negociação cambial.

As reservas consolidadas do grupo Sonangol cresceram  em 3,3 por cento, fruto da recuperação do preço do barril de petróleo,  tendo receitas de 14 mil e 949 milhões de dólares em 2016  e até Setembro de 2018  as receitas foram de 28 mil e 906 milhões de dólares.

Quanto à dívida total da companhia,  registou- se uma quebra de 62 por cento, passando de 9 mil e  909 milhões de dólares em 2016 para uma dívida total de 10 mil e 745 milhões de dólares no final de Setembro de 2018.

Durante este período, foi  feita uma maior aproximação às companhias petrolíferas. Foram  tratados  951 contratos correspondentes a 11 mil e  310 milhões de dólares, tendo sido aprovados 768 envolvendo um montante de 10 mil e 194  milhões de dólares.

Foram igualmente assinados memorandos de entendimento com a Total , Eni e a Equinor, abrangendo várias actividades na cadeia de valor do petróleo bruto e da gás natural.

No período em analise, foram igualmente realizados “showrooms” para promoção e alienação de interesses participativos nos blocos 20,9 e 20,11 com potencial de 536 e 885 milhões de barris de óleo respectivamente.

Em termos de exploração,  foi lançada a actividade  de exploração nas águas ultra-profundas no bloco 48 operado pela Total e no bloco Cabinda Norte com a transferência de operações para a Eni, tendo sido assinado contratos com ambas.

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