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Quiçama precisa de 24 mil milhões de kwanzas para construção de estradas

Enquanto se espera pela materialização da empreitada, o acesso às comunas continua difícil, deixando isoladas as populações locais do resto do município

A Administração Municipal da Quiçama precisa de cerca de 24 mil milhões de kwanzas para a construção de cerca de 190 quilómetros de estradas para interligar as comunas de Quixinge,Demba Chio e Mumbondo, anunciou, quinta-feira, o assessor para a Área Técnica do administrador daquela circunscrição da província de Luanda.

Barnabé Raimundo, que falava no final da visita que o governador provincial de Luanda, Sérgio Luther Rescova, efectuou às comunas de Cabo Ledo e da Muxima, disse que o dinheiro se destina “à terraplanagem, asfaltagem, pontes e aquisição de outros meios de construção”. Dos cerca de 190 quilómetros de estrada por asfaltar, há 55 quilómetros, que ligam Muxima a Demba Chio, 45 quilómetros de Demba Chio a Mumbondo, 66 quilómetros que separam Mumbondo de Quixinge e 23 quilómetros entre Quixinge e Cabire.

Enquanto se espera pela materialização da empreitada, o acesso àquelas comunas continua difícil, deixando praticamente isoladas as populações locais do resto do município. Por esta razão, diminui a possibilidade de muitos projectos socio-económicos serem implementados nas três localidades.

Com estradas altamente maltratadas, a Quiçama deixa de ser referência turística do país
(Foto: João Gomes/Edições Novembro)

O administrador municipal da Quiçama, Vicente Soares, considerou que o mau estado das vias rodoviárias é dos principais problemas da região, uma vez que impede a concretização de outros projectos nas diversas comunas. Vicente Costa disse que “todas estas vias são picadas inacessíveis”.

“A nível da província de Luanda, já temos projectos feitos, mas alguns deles dependem do Ministério das Obras Públicas. O que nos condiciona, na verdade, é a questão financeira, uma vez que os projectos já existem.”

O administrador municipal reconheceu que as infraestruturas da Quiçama estão bastante degradadas, mas existem projectos, elaborados no âmbito do programa de investimentos público (PIP), que podem arrancar ainda este ano, estando apenas a depender da disponibilidade financeira.

Neste caso, a administração conta, no PIP, com um projecto de construção de cinco escolas de 12 salas, duas das quais na comuna do Cabo Ledo e três na Muxima. A construção da biblioteca, dentro da nova centralidade a nível da sede comunal, é outro projecto.

O vice-governador da província de Luanda para a Área Técnica, José Paulo Kai, reconheceu as dificuldades do município, mas prometeu mais trabalho para serem minimizadas.

O engenheiro disse que o município da Quiçama tem duas características: enquanto as comunas da Muxima e de Cabo Ledo têm equipamentos sociais, como habitações sociais e acesso às vias, nas comunas da Muxima e de Cabo Ledo, as comunas de Quixinge, Demba Chio e Mumbondo não registam qualquer tipo de desenvolvimento, por causa do mau estado das vias.

José Paulo Kai acentuou que “diligências estão a ser feitas , para a aquisição de meios técnicos e minimizar a passagem para as três comunas. “Junto da Administração Municipal da Quiçama, vamos aprimorar alguns procedimentos e manter as infra-estruturas existentes.

E, com o mínimo de recursos, dignificar as nossas populações com acções específicas para melhorar a qualidade de vida destas”, realçou. Durabilidade das obras O vice-governador da província de Luanda para a Área Técnica frisou que é necessário aprimorar a elaboração dos projectos, para a garantia da durabilidade das obras públicas.

“Devemos dar maior atenção aos projectos, porque se forem mal elaborados, o fiscal não vai garantir uma obra de qualidade”, disse o vice-governador da província. Embora tenha reconhecido a grande importância da fiscalização das obras, José Paulo Kai disse que as autoridades devem supervisionar, com maior rigor, os projectos para as obras terem maior durabilidade. (Jornal de Angola)

Por: Manuela Mateus

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