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Projecto “Falcão” eleva capacidade de armazenamento de gás natural

O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, procedeu, ontem, no município do Soyo, província do Zaire, ao lançamento da segunda fase do projecto “Falcão”.

O projecto visa a construção de uma infra-estrutura terrestre para a recepção, transporte e distribuição de gás natural, proveniente da fábrica da Angola LNG, para a central do ciclo combinado (Soyo), num investimento global de 36 milhões de dólares da Sonangol E.P. O mesmo entra em funcionamento no primeiro trimestre de 2023.

De acordo com os dados apresentados, a segunda fase do projecto “Falcão” vai permitir elevar a capacidade de recepção e acondicionamento de 75 para 125 milhões de pés cúbicos de gás natural para distribuição nas indústrias de geração de energia eléctrica e da petroquímica existentes na região.

O mesmo vai ser implantado no perímetro adjacente à central do ciclo combinado, numa área de dez mil metros quadrados e prevê gerar 300 novos postos de trabalho.

O ministro Diamantino Azevedo  salientou que o projecto é fruto de uma visão estratégica do Executivo, que visa aumentar a utilização de gás natural no país.

Disse que o projecto se insere numa iniciativa mais ampla de desenvolvimento da indústria de gás natural no país, tendo como fonte de matéria-prima recursos provenientes da exploração em offshore de petróleo e gás natural.
De acordo com o presidente do Conselho de Administração da Sonangol E.P, Sebastião Gaspar Martins, a Unidade de Recepção e Distribuição de Gás (URDG) comportará uma gama de equipamentos de processamento, controlo e comando de alta tecnologia.

Possui, igualmente, uma linha de exportação de nove quilómetros de extensão, que continuará a alimentar a Central do Ciclo Combinado do Soyo e futuros projectos da indústria petroquímica.

“Pensamos que os investimentos em curso no domínio do gás representam a contribuição concreta do grupo Sonangol no cumprimento das directrizes do Plano Nacional de Desenvolvimento 2018/2022, no que à indústria petrolífera diz respeito. Continuaremos a actuar e forma integrada ao longo da cadeia de valor do sector petrolífero, tendo como próximas realizações o nosso engajamento nos futuros de utilização a jusante da infra-estrutura que estamos hoje a erguer”, disse Gaspar Martins.

Por sua vez, o governador da província do Zaire, Pedro Makita, que testemunhou, igualmente, o lançamento da segunda fase do projecto “Falcão”, valorizou a iniciativa da Sonangol, tendo em conta, como referiu, o seu impacto na vida das comunidades locais, através da criação de mais postos de trabalho.

“Agradecemos por mais um projecto que nasce aqui na província do Zaire e concretamente ao lado de um outro grande projecto da República de Angola no que à produção de energia eléctrica diz respeito, a central do ciclo combinado do Soyo. Os angolanos que aqui habitam precisam de emprego. Queremos que o emprego seja garantido”, disse o governador. (Jornal de Angola)

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