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Privatização do BCI é para breve

Nova administração entra com orientação de recuperação da estabilidade nos indicadores do banco o que passa pela criação de condições para a privatização

As contas do III trimestre (Julho a Setembro) do Banco de Comércio e Indústria (BCI) indicam um passivo (montante que ela deve pagar, seja de dívidas, obrigações e compromissos financeiros) de -194,6 mil milhões de kwanzas.

No referido balancete trimestral, publicado na página de internet do banco, consta ainda um saldo negativo na rubrica “Recursos de clientes e outros empréstimos”, calculados em – 170,1 mil milhões de kwanzas.

Já o saldo do activo foi de kz 219,2 mil milhões, no período. Estes indicadores põem em alerta o desempenho de um dos bancos de capitais públicos e com maior requisição, a par do BPC, porquanto alberga na sua carteira de clientes preferenciais as empresas do sector empresarial público.

Tomando consciência desse ponto de situação do banco, a nova presidente do Conselho de Administração, Zenaida Gertrudes Zumbi, diz que vai dar corpo ao programa de privatização do banco previsto para 2020/2021 sem, contudo, eliminar os programas de crédito vigentes.

A nova “big boss” do BCI também diz que não vai despedir pessoal. O que deverá ocorrer é uma profunda avaliação da real situação do banco, para garantir-se a estabilidade nos seus indicadores financeiros.

“O que trazemos é que temos de aportar soluções inovadores e diferenciadoras, bem como trabalhar na reestruturação do crédito, pois sabemos que as questões de imparidades geram um forte impacto nos rácios da instituição”, disse.

Questionada sobre ser ou não o BCI um banco tecnicamente falido, Zenaida Zumbi diz que não, pois os relatórios trimestrais a que teve acesso davam garantias da existência de activos e robustez financeira suficiente para dar margens ao trabalho que pretenderá implementar.

Disse ainda que as as imparidades vão merecer toda a atenção dos gestores, medida que vai implicar a sua reestruturação ao mesmo tempo que as agências seguirão com os processos normais de atendimento das solicitações dos respectivos clientes. (Jornal de Economia & Finanças)

Por: Isaque Lourenço

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