AngolaDestaquesEconomia

Prateleiras vazias: Escassez eleva preço de produtos

O exercício relativamente à redução das obrigações fiscais sobre os produtos da cesta básica parece ainda não surtirem os efeitos desejados a julgar pelos preços de alguns produtos

Quem frequenta os maiores supermercados de Luanda tem levado um susto após o outro. Além dos preços cada vez mais elevados, é visível o esforço dos funcionários em tapar os furos, com repetição de produtos, deixando inclusive o lado de dentro vazio, para melhorar o aspecto das prateleiras.

O preço dos principais produtos da cesta básica têm registado oscilações constantes, o que leva os consumidores a “ quebrar a cabeça” para completar as compras do mês. É o caso da lata de 1800 g de leite em pó, que viu seu preço disparar mais de 35 por cento, desde o início deste ano.

 

O quilo de arroz, que no início do ano era comprado até 500 kwanzas, hoje pode chegar até aos 900 kwanzas. Outros ítens da cesta básica, como batata, feijão e óleo, também ficaram com preços mais pesados, segundo apurou a equipa de reportagem do JE.

A resposta para esse descontrolo nos preços e nas quantidades disponíveis, segundo alguns funcionários contactados, deve-se a redução na importação desses, motivada pela mudança na taxa de câmbio, que provocou a desvalorização do kwanza frente ao dólar.

 

(D.R.)

O exercício da redução das obrigações fiscais sobre os produtos da cesta básica, com o intuito de buscar soluções para a estabilização de preços, parece não estarem a surtir os efeitos desejados.

Madalena Furtado que, na ocasião se encontrava a fazer compras num dos supermercados visitados, nos contou que já gastou 100 mil kwanzas para as compras do mês e ainda não tinha completado. “Está muito pesado. Comprei o mínimo possível e já estou em mais de 100 mil kwanzas.

Imagino como vão sobreviver as famílias que têm renda de um salário mínimo, se continuar neste ritmo”, lamentou a funcionária pública. Em termos de apetrechamento os supermercados Alimenta Angola, Shoprite e Angomart têm se mantido mais estáveis com mais oferta de bens e o equilíbrio dos produtos distribuídos nas prateleiras dão uma sensação de conforto ao cliente.

Em relação a rede de supermercados do Kero, depois da sua transição do privado para a esfera do Estado, o cenário é de prateleiras e caixas de atendimento vazias, bem como carrinhos de compras estacionados.  (Jornal de Economia & Finanças)

Por: Vânia Inácio

Tags
Mostrar mais

Notícias relacionadas

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

Close

Adblock Detected

Please consider supporting us by disabling your ad blocker