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Operação Transparência segue este mês para a orla marítima

A "Operação Transparência", iniciada a 25 de Setembro de 2018, vai estender-se para a orla marítima. O objectivo, segundo a Polícia Nacional, que marcou uma conferência de imprensa para dar a conhecer a data de início das operações, a 25 deste mês, é o de prevenir actos de pesca ilegal e de trá co de pessoas e bens.

Os cerca de 1.650 quilómetros de costa atlântica, bem como toda a área da plataforma continental, vão começar a ser patrulhados “por várias forças de segurança” a partir de 25 deste mês, disse hoje o comissário António Bernardo, que avisou que as autoridades “serão implacáveis” no combate às infracções como a pesca ilegal, o tráfico de pessoas e a tentativa de desembarque de imigrantes ilegais ao longo da costa norte, desde o enclave de Cabinda, passando pela zona contígua da República Democrática do Congo (RDCongo), e sul, na província do Namibe até à fronteira com a Namíbia.

De acordo com António Bernardo, os preparativos para a extensão da operação começaram no dia 18 de Fevereiro, com a criação de quatro zonas de actuação ao largo da costa: a zona A, que vai abranger Cabinda e Soyo, a B, que compreende NZeto, Luanda e Cabo Ledo, a C, que abrange o território do Lobito até à Baía Farta, e a D, da cidade do Namibe até à Baía dos Tigres.

A extensão da operação transparência para o mar foi inicialmente anunciada em Janeiro por António Bernardo, à saída de uma reunião da Comissão de Apoio ao Conselho de Segurança Nacional. (http://www.novojornal.co.ao/sociedade/interior/operacao-transparencia-nao-vai- abranger-cabinda-devido-a-tensao-pos-eleitoral-na-rdc-65300.html)

Orlando Bernardo declarou que “nos últimos anos tem havido uma série de transgressões e de contravenções de forma a atentar mesmo contra a nossa economia e a nossa segurança, daí que, por instruções superiores, esta operação se vai estender também para o mar”.

Esta quarta-feira, o comissário avançou que, às forças de segurança navais, terrestres e aéreas, vão juntar-se as embarcações provenientes dos serviços nacionais de fiscalização das Pescas e da Protecção Ambiental, que participarão nesta fase da operação.

A Operação Transparência”, programada para se manter, de forma faseada, até 2020, e que visa pôr m ao garimpo ilegal de diamantes e à imigração ilegal nas províncias de Malanje, Lunda- Norte, Lunda-Sul, Bié, Moxico e Uíge, tendo progressivamente sido estendida a todo o país, já levou ao repatriamento voluntário, segundo as autoridades, de 455.022 estrangeiros sem documentação adequada, na sua grande maioria oriundos da RDC e que se encontravam nas Lundas. (Novo Jornal)

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