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Ministro aconselha uso dos incentivos financeiros

Titular dos Transportes falou dos 488 mil milhões de kwanzas para apoio às micro, pequenas e médias empresas

O ministro dos Transportes, Ricardo d’Abreu, aconselhou, ontem, as empresas do sector a utilizarem as “ferramentas” criadas pelo Executivo para atenuar os efeitos provocados pela pandemia da Covid-19.

Segundo o titular dos Transportes, que trabalhou em Benguela, o Governo aprovou recentemente medidas de alívio do impacto económico, com um pacote financeiro de 488 mil milhões de kwanzas para apoio às micro, pequenas e médias empresas do sector produtivo e não só.

“Essas medidas vão ajudar as empresas a pagar salários e evitar despedimentos”, realçou. Ricardo d’Abreu reconheceu que o sector dos Transportes é dos mais prejudicados pela Covid-19, devido ao facto de as restrições na mobilidade inter-provincial colocarem em causa o normal funcionamento das mesmas.

“Pensamos tratar-se de um ciclo menos bom que estamos a passar, mas vai-se recuperar”, disse o ministro, citado pela Angop.

Questionado sobre as perspectivas do sector para o período pós-Covid-19, o ministro disse ser ainda muito cedo para se traçar algum prognóstico. Aliás, acrescentou, pelo que se tem visto e estudado, o processo de recuperação será progressivo e não automático.

“A reposição da normalidade vai ser progressiva, por isso temos que ter cautelas em qualquer outro cenário, para avançar perspectivas na era pós Covid19”, indicou.

Quanto à eventualidade de prováveis prejuízos no ramo, Ricardo d’Abreu indicou que o momento actual não representa alguma particularidade ou exclusividade da área que dirige.

“Estamos a ver os aviões em terra, as frotas de autocarros imobilizadas, mas, o certo é que todos os sectores de actividade estão a ser afectados”, admitiu, enfatizando ser mais visível ver os aviões no chão e as frotas de autocarros estacionadas.

Indicou ainda que as previsões de crescimento da economia global são hoje mais pessimistas e vão no sentido da contracção da economia mundial, bastando ver, a título de exemplo, as cotações do preço do barril de petróleo.

Ricardo d’Abreu trabalhou na província de Benguela, onde fez a apresentação formal do novo Conselho de Administração do Porto do Lobito, encabeço por Celso Rosa, às autoridades locais, seguido de acto semelhante aos trabalhadores da empresa portuária.

Celso Rosas e sua equipa foram nomeados recentemente por Decreto Presidencial. O acto formal de apresentação às autoridades locais teve lugar nas instalações do Aeroporto da Catumbela, seguido da sessão pública com os trabalhadores na cidade do Lobito.

Concessão dos terminais do Porto do Lobito

O Ministério dos Transportes está a preparar as condições para as concessões dos terminais de carga geral, de contentores e mineiro do Porto do Lobito, na província de Benguela, a empresas internacionais, informou ontem o ministro dos Transportes, Ricardo d’ Abreu.

Falando na tomada de posse do novo Conselho de Administração do referido porto, o ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu, afirmou que, para o efeito, serão contratadas entidades internacionais de referência, por via de concurso.

Segundo a Angop, o ministro defende que a Empresa Portuária do Lobito deve funcionar com a figura de “Porto Senhorio”, uma experiência que já passou pelo Porto de Luanda.

A empresa, acrescentou, tem de estar alinhada com as boas práticas internacionais, referindo-se ao bom uso dos recursos públicos.

Sublinhou, no entanto, que o Porto do Lobito tem grandes desafios pela frente, tais como a sua reestruturação, que passa pela actualização tanto do Plano de Ordenamento como do Director.

O titular dos Transportes aproveitou a ocasião para apelar ao Conselho de Administração que trabalhe com todos os colaboradores, de modo a tornar a empresa mais capaz, forte e com mais movimento do ponto de vista local e internacional, para conseguir uma maior arrecadação de receitas.

O novo PCA do Porto do Lobito, Celso Rosas, agradeceu a recepção dos trabalhadores e garantiu o empenho de todos para que se consiga atingir tal desiderato.

O Porto do Lobito existe desde 1928, tendo beneficiado de um projecto de ampliação iniciado em 2008, onde foram construídas importantes infra-estruturas no âmbito do Corredor do Lobito. (Jornal de Angola)

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