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Mercado do São Paulo continua encerrado apesar de já ter sido reinaugurado pela governadora de Luanda

O Mercado do São Paulo, em Luanda, reinaugurado no passado dia 22 de Julho pela governadora provincial de Luanda, Ana Paulo de Carvalho, contínua com as portas fechadas ao público e aos vendedores. A Comissão Administrativa da Cidade de Luanda (CACL) garante que não é permitida ainda a venda no marcado por questões organizacionais.

Alguns comerciantes dizem que a direcção do mercado estar a criar entraves para o regresso das vendedoras ao interior do novo mercado, uma vez que fazem, praticamente, um novo cadastramento. “Estão a complicar as coisas, tínhamos que começar a vender no dia 25 do mês passado, mas, de repente, a administração optou por reorganizar, não sabemos o quê.

Agora estamos à espera”, disse ao Novo Jornal uma das vendedoras esta segunda-feira,01. Sob anonimato, alguns comerciantes disseram que foram mandados esperar mas não lhes foi dada uma data para iniciarem o negócio no reabilitado mercado.

Estão a tratar até aqui dos processos de transferências das vendedoras que estão no mercado dos Congolenses, mas essa questão já devia ser acautelada antes da reinauguração”, contou um dos fiscais do mercado que não aceitou ser identificado.

Entretanto, populares questionam-se porquê é que o mercado ainda está com as portas fechadas ao público e aos próprios comerciantes uma vez que já foi reinaugurado. Ao Novo Jornal, algumas pessoas que comercializam na parte exterior do mercado disseram que, na verdade, o mercado ainda não está acabado na sua plenitude e por essa razão não é ainda permitido s venda no seu interior.

Outros consideram que a inauguração foi mera propaganda eleitoralista. “Se está tudo bem por que razão não abrem as portas e deixam as pessoas venderem, afinal fizerem a reinauguração para quê?”, questiona outra vendedora.

Ao Novo Jornal, o porta-voz da Comissão Administrativa da Cidade de Luanda (CACL), Francisco Alexandre, disse que nesta altura não se vende por conta da organização e da distribuição de títulos precários de ocupação de espaço. “Numeramos as bancadas e distribuímos o pessoal que nele vai vender e nos próximos dias o mercado abre”, contou.

Questionado se fazem novos cadastramentos, como denunciam algumas vendedoras, o porta-voz da CACL garantiu que não, uma vez que os todos os vendedores foram, antes do encerramento do mercado, cadastrados.

O Mercado do São Paulo esteve encerrado durante 100 dias, para obras de requalificação e ampliação. Para além das bancadas, o mercado comporta também, lojas, restaurantes e outros serviços. (Novo Jornal)

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