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Mandioca lidera com 9 milhões de toneladas e em segundo aparece a banana com 4 milhões

Estes são os produtos de maior produção em Angola, à frente do milho que aparece na terceira posição com 2,84 milhões de toneladas.

 Nas principais fileiras agrícolas, e apesar das condições climatéricas adversas a sul do território, houve crescimentos na produção. Estão também a crescer as taxas de rentabilidade.

Os resultados preliminares da campanha agrícola 2018/1019 mostram crescimentos suaves em quantidade nas cincos principais fileiras – cereais (+0,9%), raízes e tubérculos (+2,4%), leguminosas e oleaginosas (+0,7%), fruta (+2,0%) e hortícolas (+2,6%). Importa referir que estes aumentos de produção não foram maiores, porque em algumas províncias ocorreram fenómenos meteorológicos anormais, onde se destaca o caso da seca prolongada, que afectou negativamente o desenvolvimentos das culturas, principalmente na fileira dos cereais e das leguminosas e oleaginosas.

Importante também perceber que a produtividade, produção por hectare, está igualmente a aumentar – cereais (+3,2%), raízes e tubérculos (+0,2%), leguminosas e oleaginosas (+0,9%), fruta (+0,5%) e hortícolas (+1,5%). A análise dos dados mostra também que a contribuição dos projectos agrícolas empresariais vai ganhando espaço face à agricultura familiar, apesar de a área semeada ser apenas 8% do total desta campanha. Com menos contribuição nas culturas tradicionais, vale apenas 8% na fileira das raízes e tubérculos e 11% nas leguminosas e oleaginosas, o empresariado agrícola (seja estatal ou privado) tem já uma participação muito interessante nas frutas (34%) e nos hortícolas (22%).

O Governo tem feito uma grande aposta na produção de cereais, como base de uma estratégia de segurança alimentar, tendo inclusive em fase de implementação um projecto de construção de silos pelo País, alguns já estão feitos, para constituir uma reserva nacional. A produção de cereais aproximou-se dos três milhões de toneladas (ver infografia), mas ficou aquém das metas apontadas – cumpriu apenas 81,4% do estabelecido.

Para uma produção total de 2.902.643 toneladas, 97%, 2.819 mil são milho, que continua a ser a cultura mais semeada em Angola. Nesta fileira destaque-se o crescimento da produção de arroz, embora em valores absolutos seja ainda muito baixo, apenas 10 toneladas. As culturas do massango, massambala e trigo apresentam valores de produção inferiores aos registados no ano anterior, revelando decréscimos de produção (particularmente o Massango), essencialmente pelas graves condições de falta de chuva no sul onde esta cultura tinha os seus maiores volumes de produção. (Expansão)

Por: João Armando

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