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Imigrantes ilegais da RDC voltam a zonas diamantíferas

O comando superior da Operação Transparência está a desencadear acções para reduzir a imigração ilegal

Imigrantes ilegais, maioritariamente da República Democrática do Congo (RDC), estão a retornar a zonas diamantíferas na província da Lunda-Norte, denunciou, quinta-feira, no Dundo, o porta-voz da “Operação Transparência”.

Em declarações à imprensa, o comissário António Bernardo, que está na Lunda-Norte para verificar as acções implementadas no quadro da “Operação Transparência”, afirmou que os órgãos de Defesa e Segurança trabalham para encontrarem os melhores mecanismos de contenção dos garimpeiros nas regiões diamantíferas de Capenda-Camulemba, Xá-Muteba e Cuango.

António Bernardo, que está na Lunda-Norte para verificar o estado da situação operativa da Operação Transparência, afirmou, em conferência de imprensa, que os órgãos de Defesa e Segurança trabalham para encontrarem os melhores mecanismos de contenção dos garimpeiros, principalmente na Bacia do Cuango (designação da região que integra o s municípios diamantíferos de Capenda-Camulemba, Xá-Muteba e Cuango), onde as forças policiais e militares detêm e continuam a repatriar cidadãos da RDC que procuram retornar às concessões mineiras.

Só na Bacia do Cuango, disse, estão autorizadas 23 cooperativas de exploração semi-industriais de diamantes, das mais de 40 cooperativas que receberam as licenças da Endiama para o exercício da actividade. “Vamos verificar a segurança dos trabalhadores, dos equipamentos, assim como as actividades de prospecção e produção”, disse, para acrescentar que pretende-se também constatar a contribuição das Cooperativas semi-industriais de exploração de diamantes para a sociedade e a economia nacional, principalmente na resolução dos problemas sociais das populações com a criação de novos postos de trabalho.

Por isso, adiantou, trabalha-se com maior afinco nos municípios de CapendaCamulemba, Xá-Muteba e Cuango, tendo em conta que “é lá onde há maior número de garimpeiros que querem retornar às áreas diamantíferas”.

O comando superior da Operação Transparência, sublinhou, está a desencadear acções que visam encontrar fórmulas mais expeditas para reduzir a avalanche da imigração ilegal, não só na Lunda-Norte, mas também nas províncias de Malanje e Zaire.

O comissário António Bernardo referiu que, paralelamente ao que considera de “ataque” aos diamantes, o Estado angolano está também preocupado com o problema do contrabando de combustível e outros derivados de Petróleo a partir das províncias do Zaire e Uíge.

Permanência ilegal Nas últimas 24 horas (dia 1 Janeiro), segundo o porta-voz da Operação Transparência, as Forças de Defesa e Segurança em serviço nos municípios do Chitato, Cambulo, Lucapa e Lôvua, detiveram 344 cidadãos da RDC, por permanência ilegal e tentativa de violação da fronteira.

Dos 344, disse, 317 foram imediatamente detidos pelas forças da Polícia de Guarda Fronteiras, quando tentavam transpor o limite com a RDC e se instalarem no território angolano.

Segundo o comissário António Bernardo, estão por repatriar, nos diferentes municípios da Lunda-Norte, 169 cidadãos de diversas nacionalidades.

No Centro de Detenção de imigrantes ilegais da Lunda-Norte, informou, dez cidadãos que entraram em Angola de forma clandestina, entre os quais dois costa marfinenses, aguardam o repatriamento para os países de origem.

O porta-voz da Operação Transparência informou que já foram repatriados, através das localidades fronteiriças do Chissanda, Furi-3, Lupemba, Marcos 15, 5, e 13, Muaquesse, Sandumba, Itanda e Txumu, 333 estrangeiros, 16 dos quais por permanência ilegal e 317 outros que nos últimos quatro a cinco dias pretendiam violar a fronteira angolana com a RDC.

O comissário António Bernardo ressaltou que o Comando Superior da Operação Transparência, sob a égide da Casa de Segurança do Presidente da República, está preocupado com a província da Lunda-Norte que, além de deter a maior extensão da fronteira com a RDC ( 770 quilómetros, 120 dos quais fluviais), é também a mais vulnerável em termos de avalanche da imigração ilegal. (Jornal de Angola)

Por: Armando Sapalo

 

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