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Grupo Castel investe nos cereais para garantir produção de cerveja

Cinquenta milhões de dólares foram investidos em finais de 2016 pelo Grupo Castel, detentor da fábrica e da marca Nocal, na aquisição de terrenos de três mil hectares, na província de Malanje, para produção de cereais, de modo a reduzir a dependência da importação destas matérias-primas.

O grupo empresarial, que já iniciou no princípio do ano em curso a plantação de cereais em cerca de 80 porcento do terreno, realizou este investimento com o propósito de dinamizar os recursos e a economia nacional e reduzir a importação da matéria-prima para produção da cerveja.

Em entrevista hoje à Angop, o director-geral  da Nova Empresa de Cerveja de Angola – Nocal,  Gilles Leclerc,  afirmou que a  importação  constituiu uma dificuldade partilhada por toda a indústria de produção de bebidas do país.

No caso da Nocal, a fábrica, com uma produção mensal de cerca de 10 milhões de litros de cerveja, depende da importação de malte e lúpulo, assim como  todas as peças para manutenção das linhas.

Terreno preparado para cultivo de cereais (Foto: Pedro Parente/Angop)

Ainda assim, referiu ser possível encontrar no país praticamente todas as matérias-primas necessárias,  pois o grupo produz localmente o vidro, latas, rótulos, grades e caricas.

Actualmente compram o arroz e o açúcar, daí a dependência estar nos cereais.

Apesar  dessa  dificuldade,  a Nocal tem a ambição  de aumentar a produção em volume de 10%  até ao princípio do primeiro trimestre de 2018.

Com 570  trabalhadores, 90 porcento dos quais nacionais, a fábrica tem também como principal desafio a renovação da imagem da marca.

A fábrica tem como  principais accionistas  a BIH – Brasseries Internationales Holding Limited  com 50 porcento e a UCERBA igualmente  50 porcento.

O Grupo Castel entrou com investimento na Nocal em 2005.  Com a sua entrada na estrutura societária houve um enorme investimento para aumentar a capacidade de produção (instalação de novas linhas, manutenção das linhas existentes, bem como modernização da infra-estrutura).

Com o actual contexto de crise, a Nocal tem vindo a actualizar-se e adaptar-se às alterações contínuas do mercado e dos seus consumidores, passando  a estratégia de 2017  por um enorme investimento em comunicação, para se aproximar dos seus consumidores e responder às suas exigências. (Angop)

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