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Governador do BNA justifica como ficou sócio do BPC em três empresas privadas

José de Lima Massano, governador do Banco Nacional de Angola (BNA), confirmou ao NJ a notícia avançada, quarta-feira, 23, pelo site Maka Angola, que quando exercia a função de administrador do Banco de Poupança e Crédito (BPC), entre 1999 e 2006, se tornou sócio daquele banco de capital público em três empresas criadas pelo BPC, tendo, entretanto, explicado que tinha as acções em representação da própria instituição bancária e que nunca recebeu quaisquer dividendos nas firmas.

O homem que assume pela segunda vez o cadeirão máximo do banco central angolano partilhou acções com o BPC na Fénix-Sociedade Gestora de Fundos de Pensões SARL, Mundial Seguros e o BPC Imobiliário – empresas criadas na altura em que José Massano era administrador do banco que tinha como PCA Paixão Júnior.

Questionado pelo NJ sobre o assunto, Massano começou por admitir a sua relação com as três empresas privadas quando essas foram constituídas, justificando que tinha as acções mas que representava o banco público. “O que aconteceu foi que alguns dos administradores [do BPC] – entre os quais eu – tinham, por isso, acções em nome da própria instituição.

Estas sociedades acabaram por funcionar com muitas dificuldades. Em relação àquelas que melhor funcionavam e já tinham certa rotina, como é o caso concreto da seguradora, quando foi colocada essa necessidade de arrumação, o que fiz foi muito simples: foi pegar aquelas acções e entregá-las ao BPC a custo zero. Como, aliás, tinha que ser”, disse Massano ao NJ depois da conferência de imprensa da sessão extraordinária do Comité de Política Monetária, na quarta-feira, 23. (Novo Jornal)

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