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Económico e BPC vão acatar a exigência de recapitalização

Instituições financeiras descritas no fim de exercício da Avaliação da Qualidade dos Activos por concentrarem 96 por cento das necessidades de aumento do capital entre os operadores bancários

Os bancos Económico (BE) e de Poupança e Crédito (BPC) declararam ontem, instadas pelo Jornal de Angola, acatar as conclusões do exercício de Avaliação da Qualidade dos Activos (AQA) divulgadas segunda-feira pelo BNA, exigindo a recapitalização das duas instituições até Junho do ano em curso.

O BE afirmou, em nota enviada à nossa redacção, que as conclusões do exercício confirmam que o Banco Económico tem até ao final do primeiro semestre para realizar integralmente o aumento de capital já aprovado na Assembleia Geral dos accionistas realizada em Agosto, para assegurar a sustentabilidade a médio e longo prazo.

Naquela reunião, foi decidida uma recapitalização superior à confirmada nos resultados do exercício do AQA realizado ao BE, relativa a 31 de Dezembro de 2018, o que vai permitir acomodar os desvios de imparidade identificados no exercício AQA, de acordo com o documento.

Dados disponíveis na nossa redacção indicam que, na Assembleia Geral de Accionistas realizada a 7 de Agosto último, o BE decidiu elevar o capital de 72 mil milhões de kwanzas, para 416 mil milhões.

A instituição declara, agora, que, com os accionistas, “dará cumprimento às deliberações emitidas pelo BNA”, com o que estará “a corresponder às recomendações do regulador e a assegurar a estabilidade da sua operação e sustentabilidade a médio e longo prazo”.

Plano de acção

O BPC declarou, em resposta enviada por escrito a este jornal, ter aceite as recomendações do exercício e que tem a até ao dia 28 de Fevereiro para apresentar um plano de acção para recuperar os rácios prudenciais.

O banco elaborou um novo Plano de Reestruturação e Recapitalização (PRR), adicional a programas com BPC, uma necessidade adicional de constituição de imparidades em torno de 232 por cento face ao montante reconhecido nas Demonstrações Financeiras de 2018, tendo esta avaliação, sido essencialmente influenciada pelas rubricas de crédito concedido, títulos e investimentos mensurados ao custo amortizado, activos por impostos diferidos e outros activos com risco de crédito.

Face ao reconhecimento das imparidades identificadas no programa, os activos do banco reduziram cerca de 51 por cento, tendo o Rácio de Solvabilidade se situado abaixo do limite mínimo regulamentar. (Jornal de Angola)

Por: Cristóvão Neto

 

 

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