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Angola e Bulgária decidem relançar cooperação bilateral

Os dois governos concordaram ontem em enviar delegações ministeriais de diferentes sectores para avaliar as oportunidades de negócio nos dois países

Angola e Bulgária pretendem dar um novo impulso à cooperação bilateral, sobretudo no domínio económico, com investimentos projectados para as áreas das Tecnologias de Informação, Agricultura, Minas, Medicina, Indústria alimentar e Pecuária.

A garantia foi dada ontem, em Luanda, pela vice-Primeira-Ministra da Reforma Judicial e ministra dos Negócios Estrangeiros da Bulgária, Ekaterina Zaharieva, que foi recebida em audiência, no Palácio Presidencial, pelo Chefe de Estado, João Lourenço.

Ekaterina Zaharieva reconheceu que as relações entre os dois países registaram uma longa fase de “arrefecimento”, demonstrado pelo o facto de que a última visita feita por uma entidade do Governo búlgaro a Angola ter acontecido em 1978.

“Desde aquela altura, as nossas relações mudaram”, disse Ekaterina Zaharieva, acrescentando: “sou, nesta nova era, a primeira a visitar Angola. Mas, importa lembrar que as coisas mudaram significativamente na Europa do Leste”.

Referiu que com esta visita e o encontro com o Presidente da República, João Lourenço, os dois países pretendem imprimir uma nova dinâmica nas relações de cooperação.

Em declarações à imprensa, no termo do encontro, Ekaterina Zaharieva disse que foi discutida, com o Presidente João Lourenço, a possibilidade da Bulgária investirem em Angola.  “A Bulgária é, neste momento, um dos países mais desenvolvidos na Europa e tem registado, até agora, um forte crescimento económico”, lembrou.

Em função disso, sublinhou, a Bulgária é um país em que os empresários estão focados na busca de parcerias em diversas áreas e em diversos lugares e pretendem fazer investimentos no continente africano, que consideram lugar de várias oportunidades.

Ekaterina Zaharieva afirmou que a Bulgária está disposta a investir no sector das Tecnologias de Informação e Comunicação, sector em que se tornou, nos últimos anos, um dos mais fortes na Europa.

Em face disso, o Presidente João Lourenço e a vicePrimeira-Ministra búlgara concordaram no envio, em breve, de delegações ministeriais de diferentes sectores para avaliar as oportunidades de negócio nos dois países.

O objectivo, explicou, é falar sobre o ambiente de negócios em Angola e as oportunidades reais de investimento. Outro aspecto abordado foi a reactivação de programas voltados para a educação. “Todo este processo de investimento que se pretende realizar em África, no geral, e em Angola, em particular, vai ser sustentado pelo sector privado búlgaro, caracterizado pela eficiência”, concluiu.

Novo impulso No período da manhã, delegações ministeriais dos dois países estiveram reunidas no Ministério das Relações Exteriores. Na abertura das conversações, o ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto, afirmou que as relações económicas entre Angola e a Bulgária precisam de um novo impulso, para atingirem os patamares desejados.

Para que as relações económicas entre os dois países sejam impulsionadas, sublinhou, é necessário que os empresários angolanos e búlgaros tenham um papel determinante nesta missão. Manuel Augusto disse que Angola tem um potencial em termos de recursos naturais e que a exploração está aquém do esperado.

Adiantou que é preciso identificar e promover novas oportunidades de negócios e investimento entre empresários angolanos e búlgaros.

Comores Numa outra audiência, o Presidente da República, João Lourenço, recebeu o ministro dos Negócios Estrangeiros das Comores, Souef Mohamed, enviado especial do Presidente da União das Comores.

“Vim na qualidade de enviado especial da União das Comores e também apresentar cumprimentos do Presidente das Comores e falar também sobre a paz que temos na nossa região”, declarou Souef Mohamed.

O ministro dos Negócios Estrangeiros das Comores lembrou que Angola passou por situações difíceis e que, apesar disso, o Chefe de Estado angolano continuou, não só a lutar pela estabilidade e segurança do país e da região da SADC, mas também para os países vizinhos. “Esta é uma das razões que me trouxe aqui e aproveitei falar também com o Presidente sobre a reunião que teve com o homólogo das Comores, à margem da Cimeira no Japão (TICAD 7) e também sobre as relações estratégicas entre os dois países”, concluiu. (Jornal de Angola)

Por: João Dias e Gabriel Bunga

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