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Angola avança para a exploração de Nióbio, um metal que ajuda foguetões a chegar ao espaço

É na província da Huíla, no município dos Quilengues, que Angola se prepara para iniciar a exploração de um raro mas estratégico metal, o Nióbio, um projecto que inicialmente compreende um investimento de 136,6 milhões USD e que pode colocar o país no mapa mundial dos produtores deste minério "mágico".

Pouco se fala dele, mas o Nióbio é um dos metais mais interessantes para o futuro da humanidade devido às suas características únicas, desde logo pela sua importância para os veículos espaciais usados pela empresa norte-americana SpaceX, que acaba de enviar dois astronautas para o espaço, ou nas turbinas dos aviões, ou na criação das mais resistentes ligas de aço.

E é na criação destas ligas de aço, as mais resistentes à corrosão conhecidas, possibilitadas pela simples junção de 100 gramas de Nióbio a mil quilos de ferro (uma tonelada), ou 0,1%, que este metal tem mais visibilidade, porque os mais importantes oleodutos não o dispensam, nem, devido à sua extraordinária estabilidade térmica, os mais sofisticados componentes electrónicos, os mísseis ou os aparelhos de ressonância magnética…

Mais: o LHC, o mais sofisticado acelerador de partículas do mundo, localizado no CERN, a organização europeia para a investigação nuclear, também não o dispensou, nem na criação do mais poderoso computador quântico do mundo, pela canadiana D-Wave Sistems, a par de um leque imenso de outras utilizações. (Novo Jornal)

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