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Angolanos somam pontos na rota para Tóquio 2020

Os judocas angolanos Casimiro Bento e Euclides Ricardo amealharam os primeiros pontos na caminhada para a qualificação aos Jogos da XXXII Olimpíada, Tóquio2020, no “Open” Internacional de Judo de Lima, Perú. Nos -100 Kg, Casimiro Bento terminou no sétimo lugar, o que lhe valeu um pecúlio de 24 pontos, enquanto nos -81 Kg, Euclides Ricardo somou 8 pontos.

 No ranking da Federação Internacional de Judo, Casimiro passa agora a somar 316 pontos, dos 600 necessários para tornar realidade o “sonho olímpico”.

Sétimo no “Open” Internacional de Lima, duzentos e oitenta e quatro (284) pontos separam Bento Casimiro da presença nos Jogos de Tóquio 2020, meta que poderá alcançar até 25 de Maio de 2020, data limite para afixação dos mínimos de qualificação. Maior tarefa espera Euclides Ricardo que nos -81 Kg está actualmente com 16 pontos no ranking internacional.

Por força do calendário, nos -100 Kg, Casimiro Bento apurou-se directamente para a segunda eliminatória, tendo perdido diante do colombiano Carlos Garzon, num combate que teve a duração de 1:52s. Na repescagem voltou a perder, desta diante do equatoriano Júnior Angulo, por 0-3, depois de 3:42s de combate. Nesta categoria, o chileno Thomas Briceno conquistou a medalha de ouro, a prata ficou com o peruano Luís Arroyo Osorno e o bronze para Carlos Garzon (Perú) e Jason Koster (Nova Zelândia).

Na categoria dos -81 Kg, Euclides Ricardo não passou da primeira ronda, ao perder diante do peruano Luís Angeles Sotelo, por 0-3, após 3:19s de combate. Na prova em que competiram quinze judocas, o espanhol Alexis

Moya foi medalha de ouro, batendo na final o peruano Luís Sotelo. Igor Herrero (Es- panha) e Tomas Morales (Argentina) ficaram com a medalha de bronze.

Em exclusivo para o Jornal de Angola a partir da capital peruana, Lima, o judoca Euclides Ricardo considerou positiva a participação angolana, face ao escasso tempo de preparação e as longas viagens.

“O curto período de preparação e as longas horas de voo não contribuíram para um desempenho à altura, mas acreditamos que vamos melhorar depois desta presença no torneio de Lima. Já estamos mais adaptados ao fuso horário e temosum melhor ambiente de preparação. Estamos a trabalhar em regime bi-diário e no próximo evento acredito que teremos melhor desempenho”, disse ao Jornal de Angola.

Em contagem regressiva para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, os judocas angolanos estão de Kimono feitos para uma digressão por mais dois países, Chile e Argentina, cenários dos torneios internacionais de Córdoba e Santiago do Chile, igualmente pontuáveis para o ranking mundial.

O “Open” Internacional de Lima, contou com a participação de cento e vinte e dois atletas, sendo 80 do sexo masculino e 42 do feminino, em representação de 27 países. Angola e Gabão foram os únicos países do continente africano na prova em referência.

Pela primeira vez e respeitando a equidade, a quota de homens e mulheres cifra- se em 176, num total de 352 judocas, dos quais 14 estão reservados para o país anfitrião e 20 lugares para o COI, perfazendo 386 atletas. O número máximo de atletas por Comité Olímpico Nacional será de 7 homens e 7 mulheres, com no máximo 1 atleta por evento. (Jornal de Angola)

Por: António Ferreira

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