O internacional português Rui Jordão, apelidado de ‘Gazela de Benguela’, veio de Angola como ‘novo Eusébio’ para jogar no Benfica, mas foi no Sporting que se tornou uma lenda, além de também ter ‘brilhado’ pela seleção.
Homenageado pelo Sporting numa fase em que já estava hospitalizado, na vitória de quinta-feira frente ao LASK Linz (2-1), com um aplauso ao minuto 11, número da ‘sua’ camisola, Jordão cedo mostrou dotes de goleador.

Nascido em Benguela, a rapidez e a forma em frente à baliza batizaram-no de ‘gazela’, uma rima que se tornou em ‘poesia’ ao lado de Manuel Fernandes, entre 1977 e 1987, altura em que faturou 184 golos em 282 partidas.
Este período nos ‘leões’ seguiu-se a 79 tentos (128 jogos) pelo Benfica e uma época menos conseguida em Espanha, no Saragoça, e tem breves intervalos, um deles em 1979, em que representou os norte-americanos do Jacksonville Tea Men, mas também pelas várias lesões que o afetaram.
Mudou-se para o país vizinho, e para o Saragoça, depois de uma época fulgurante pelas ‘águias’, com 33 golos em 34 jogos, um registo goleador numa só época que viria a superar em 1981/82, quando apontou 34 tentos em 37 encontros.
Depois dos leões, ainda jogou duas épocas no Vitória de Setúbal, que lhe valeram uma chamada à seleção após o ‘caos’ causado pelo ‘escândalo Saltillo’, que deixou os atletas escolhidos para o Mundial do México de fora, e 12 golos, para fechar com 304 golos (547 jogos) a carreira.
Pelo meio, fica a ‘guerra’ entre Benfica e Sporting, para que foi fundamental, desde logo, o amor aos ‘verdes e brancos’ e a intervenção do então presidente leonino João Rocha, que também impediu uma investida de Pinto da Costa, que queria o ponta de lança aliado a Paulo Futre no FC Porto. (Record)



