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CAN2019: Akwá aponta caminhos para sucesso

Luanda - A inclusão de antigas estrelas na caravana da selecção nacional, a garantia de prémios de jogos e melhores condições de trabalho são pressupostos para que os Palancas Negras tenham sucesso no CAN2019, que inicia no próximo dia 21, no Egipto.

A opinião é do antigo capitão do combinado nacional Fabrice Alcebiades Maieco “Akwá, quando falava à Angop, na projecção de Angola na cimeira do futebol africano.

Segundo o autor do golo que deu a inédita qualificação do país ao Mundial de 2006, na Alemanha, a presença de antigas glórias na comitiva motivaria o grupo, por serem referências às novas gerações.

Trata-se de um procedimento adoptado por alguns países em véspera de eventos do género e com efeitos positivos, disse, exemplificando os casos da Nigéria, Côte d’Ivoire e Camarões, vencedoras das últimas três edições da competição.

Com mais de setenta internacionalizações ao serviço dos Palancas Negras, Akwá referiu ser importante que os jovens atletas estejam ladeados de figuras lendárias, para transmitir à vasta experiência acumulada ao longo da carreira.

De acordo com o melhor marcador do combinado nacional, com mais de trinta golos, antes e durante a prova o atleta  deve somente focar-se nos aspectos competitivos, pelo que as questões inerentes aos prémios de jogos e subsídios devem estar salvaguardadas, para evitar situações de influencia negativa.

Selecção Nacional. (Foto: D.R.)

Sobre o estágio de preparação, acha que deve ocorrer em um país com o clima igual ao do Egipto, palco da prova, para facilitar a adaptação.

“Não sei se o clima de Portugal é semelhante ao do Egipto, se assim for, a opção de estagiar em terras lusas é a mais acertada, também por ser um país acolhedor e com laços de amizade e irmandade”, realçou.

Sugeriu apenas dois a três jogos de controlo devido ao recente término de uma época intensa, para não provocar desgaste físico. Angola disputa o primeiro jogo amistoso no próximo dia 8 com a Guiné-Bissau.

Lançado em 1995 na arena internacional, com apenas 17 anos, por Carlos Alhinho, o ex-jogador entende que no CAN Angola fará diferente, dada a integração de jovens talentosos, como Gelson Dala, Wilson Eduardo, Geraldo, Massunguna e Bastos.

O antigo atacante, que terminou a carreira em 2009, no Petro de Luanda, destacou, sobretudo, as qualidades da Tunísia e do Mali, considerando-as favoritas, pelo histórico e posicionamentos no ranking da FIFA, “em uma série (E) complicada”.

No ranking FIFA, os tunisinos ocupam o 28º lugar, sendo os segundos melhores africanos. O melhor é o Senegal (23º). O Mali está em 65º e Angola em 122º.

Vaticinou surpresa protagonizada por Angola e Mauritânia, recordando que na fase de apuramento ambas, no mesmo grupo, deixaram para trás o poderoso Burkina Faso, vice-campeão do Campeonato Africano das Nações em 2013.

Os Palancas Negras estreiam-se dia 24 de Junho com a Tunísia. Defrontam em seguida a Mauritânia (dia 29) e terminam a primeira fase com o Mali (dia 2 de Julho). (Angop)

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