Basquetebol

Título e finalíssima jogados à distância de uma vitória

O termo vitória une-os, mas a distância de uma, para sagrar-se campeão está somente ao alcance do Petro de Luanda, que defronta hoje a partir das 18h00, o 1º de Agosto, equipa cujo objectivo é forçar esta noite, no Pavilhão Gimnodesportivo da Cidadela, a disputa do sétimo e decisivo jogo dos play-offs da final da 41ª edição do Campeonato Nacional sénior masculino de basquetebol.

Sem margem para erro, o 1º de Agosto, em desvantagem na série por 2-3, faz o jogo do tudo ou nada. Nesta conformidade, perder é proibido, pois na eventualidade de se materializar esfuma-se a possibilidade de revalidação do ceptro doméstico, cuja coroa este ano dá acesso directo à disputa da edição pioneira da Basketball African League.

A favor dos militares do Rio Seco, comandados por Paulo Macedo, pode jogar a pressão psicológica e o peso dos dois últimos percalços, desenhados quase de igual modo com perdas de bola nos momentos cruciais da partida.

Sacudir a tensão e a ansiedade, sobretudo nos segundos derradeiros, recomenda-se aos petrolíferos às ordens de Lazare Adingono. Delinear tácticas para “aniquilar” a vertigem ofensiva do extremo-base Manny Quezada, 1,88 metros, o principal artífice da surpreendente recuperação do conjunto agostino, depois de estar a perder por 0-3, é outra das tarefas hercúleas da formação do Eixo Viário.
O jogador de dupla nacionalidade, dominicana e norte-americana, marcou 42 pontos em 44:23 minutos. Os tricolores sabem que o encontro desta noite é o tira-teimas à sua capacidade. Pois, caso não verguem o eterno rival, as contas do título tornar-se-ão mais complicadas e decidem-se domingo, em princípio no Multiusos do Kilamba, como é pretensão da direcção militar presidida por Carlos Hendrick.

Moralizados, os rubro e negros querem forçar a “finalíssima”. Aliás, Macedo fez questão de tornar pública a pretensão do grupo: “queremos ganhar amanhã para decidirmos as coisas domingo, no nosso recinto. Sabemos que não será fácil, mas é possível. Por isso, continuamos com a mesma ambição”, concluiu.
Por seu turno, Adingono assume e garante “estamos focados e acreditamos, porque queremos muito resolver a questão do campeonato. Temos de manter a calma e estar concentrados. Se conseguirmos isso, vamos dar a alegria desejada aos nossos adeptos”, concluiu.

Certo é que a equipa que defender de forma sólida e atacar o cesto, procurando jogar sob o erro do adversário, vai com certeza voltar a ganhar, pois essa tem sido a tónica dominante nos desafios da final. Conduzida pelos distintos bases a serem chamados pelos dois técnicos, a bola deve circular de sector em sector, passando pelos extremos e nalguns casos nos postes, que debaixo da tabela ou próximo dela, dificilmente toleram ingerência do defensor directo, terminando algumas vezes de forma arrogante: em “smash”.

No jogo cinco, o 1º de Agosto foi superior nos lançamentos de dois pontos, tendo em 42 arremessos convertido 19, o equivalente a 45,2 por cento, contra 37/16, do Petro, percentual de 43,2. Os visitantes foram ainda mais clarividentes em relação aos donos da casa nos lançamentos triplos, em 34 converteram 17, perfazendo 50 por cento, ao passo que o opositor, em 32 encestou 13, média de 40,6 por cento.

Nos lances livres, em 44 os tricolores encestaram 29, e obtiveram 65,9 por cento, contra 19 e 12 certeiros, igual a 64,89 por cento.
Paulo Macedo deve voltar a apostar em Pedro Bastos, Carlos Cabral, Edson Ndoniema, Armando Costa, Tárcio Domingos, Felizardo Ambrósio, Mutau Fonseca, Emmanuel Quezada, Eduardo Mingas, Hermenegildo Santos, Islando Manuel e Andre Harris.

Já Lazare Adingono deve manter o mesmo leque de opções com Kendall Gray, Olímpio Cipriano, Childe Dundão, Carlos Morais, Joaquim Pedro, Leonel Paulo, Aboubakar Gakou, Hermenegildo Mbunga, Gerson Gonçalves, Benvindo Quimbamba, Rafael Silva e Aldemiro João “Vander”. (Jornal de Angola)

Por: Anaximandro Magalhães

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