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Jorge Jesus: “Onde há inveja, não há amizade. Nunca houve essa agressividade verbal que há contra mim”

Na conferência após o Grémio x Flamengo (0-1), Jorge Jesus disse estar lutando contra as “mentes fechadas” de treinadores brasileiros. A Tribuna Expresso convidou o jornalista brasileiro Plínio Fraga para escrever sobre Jorge Jesus e o Flamengo com o tom, o sotaque e o ritmo certos do Brasilerão

Cada vez mais próximo do título nacional com o Flamengo, o treinador Jorge Jesus continua a ser alvo de críticas de profissionais brasileiros que se queixam do que apontam ser um “endeusamento excessivo” do trabalho do português.

Depois de Renato Gaúcho, Vanderlei Luxemburgo e do ex-jogador Neto, o treinador Joel Santana, que por cinco temporadas dirigiu o Flamengo, reclamou ser impossível que em seis meses um treinador consiga mudar tanto um time, atribuindo o sucesso à qualidade do elenco rubro-negro.

“Sou um treinador como eles. Vim trabalhar. Não vim tirar o lugar de ninguém. Vim trabalhar numa metodologia. Não sou melhor nem pior. Não demonstra que os treinadores tenham mais ou menos valor. Em Portugal, trabalhou Luiz Felipe Scolari na seleção portuguesa.

Foi acarinhado por todos os treinadores, como também outros brasileiros que por lá chegaram, como Sebastião Lazaroni, Abel Braga, Paulo Autuori. Nunca houve essa agressividade verbal que há contra mim. Muitas vidas de jubilados, mesmo assim não entendo essas mentes fechados.

Espero que olhem para mim como um colega deles. Quero que eles cresçam, tenham pensamento positivo. A globalização não chegou ao Brasil? Sim, estou cá. Tirem esses fantasmas da cabeça porque o Brasil tem muitos bons treinadores ,” respondeu Jesus após a vitória.

O treinador disse não se importar com gritos e xingamentos das torcidas adversárias para si e para seus jogadores. “Em todo o mundo, os melhores são aqueles que tem mais adversários.

Felizmente, o Flamengo no Brasil é uma nação, mas também tem torcedores que são contra o Flamengo. Faz parte da rivalidade saudável. Tem de ter paixão e respeito uns aos outros.”

O treinador criticou suavemente o maior goleador do time, Gabriel, que foi expulso, acumulando no ano 19 cartões amarelos e dois vermelhos. “Não consegui fazer que seja emocionalmente tão grande jogador quanto é tecnicamente. Mas Gabriel é jovem, tem tempo para moldar-se.”

Jesus encerrou a entrevista de imprensa citando o poeta português Luís de Camões. “Onde há inveja, não há amizade”. (Notícias ao Minuto)

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