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Brasil em choque com ataque a escola em São Paulo

O ataque à Escola Professor Raul Brasil, em Suzano, no estado de São Paulo, é já o pior massacre num estabelecimento escolar dos últimos oito anos.

Pelo menos dez pessoas morreram e outras onze ficaram feridas após o ataque desta quarta-feira que deixou o país em choque.

As vítimas tinham entre 15 e 59 anos e incluem os dois atiradores: Guilherme Taucci Monteiro e Luiz Henrique de Castro, de 17 e 25 anos, respetivamente, eram antigos alunos da escola.

Os dois começaram por roubar um carro e matar o dono do stand, que era tio de Guilherme, e dirigiram-se então para a escola. Primeiro morreram duas funcionárias, de seguida, cinco estudantes perderam a vida, enquanto dezenas se barricavam no refeitório e outros fugiam pelos portões, num clima de caos e terror.

As autoridades chegaram de forma rápida à escola, pois já tinham sido chamadas ao incidente no stand, surpreendendo os atacantes. Segundo a investigação, um dos atiradores disparou sobre o outro e suicidou-se de seguida.

As motivações para o ataque não foram ainda divulgadas, mas nas páginas dos atacantes nas redes sociais, entretanto eliminadas, era possível ver dezenas de publicações sobre armas de fogo.

Relatos apontam ainda para um fascínio pelo massacre de Columbine, nos Estados Unidos, há quase 20 anos. No local, a polícia encontrou uma besta com flechas, armas brancas, revólver de calibre 38 e cocktails molotov.

O caso não tardou a ter repercussão política a nível nacional no Brasil. O presidente Jair Bolsonaro recorreu ao Twitter para condenar o ataque.

Já a ex-presidente Dilma Rousseff lamentou a tragédia e a política de liberalização das armas defendida por Jair Bolsonaro ao longo da campanha para as eleições presidenciais de outubro passado.

A secretaria de educação do estado de São Paulo prometeu já uma revisão dos procedimentos de segurança nas escolas.

Por sua vez, a prefeitura de Suzano decretou três dias de luto municipal e a suspensão das aulas até à próxima semana.

Na última noite decorreram já emotivas vigílias em torno da escola, com familiares das vítimas e dos estudantes em oração. (Euronews)

Por: João Paulo Godinho

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