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MINSA dá início a quarta dose de vacinação contra a Covid-19

O Ministério da Saúde (MINSA) deu início ontem, segunda-feira, a administração da quarta dose da vacina contra a Covid-19 no país, envolvendo onze mil e 800 técnicos e voluntários.

A dose em  curso faz parte do pacote da  segunda fase da campanha integrada de vacinação contra a Pólio, sarampo, rubéola e a administração da vitamina A, em crianças menores de cinco anos,  lançado em Luanda,  num acto presidido pela  ministra da Saúde, Silvia Lutucuta .

A jornada de vacinação, que decorre nas província de Luanda, Huambo, Malanje, Huíla, Lundas Norte e Sul, Moxico, Cuando Cubango, Cunene e Namibe, tem o termino previsto para três de Dezembro de 2022 e envolverá  mil e 540 equipas, sendo 35   supervisores 35 nacionais, 117 provinciais e 308 municipais  e apoio de perto de 48 técnicos de organizações das  Nações Unidas e  Instituições parceiras.

O país tem cerca de 18,9 milhões de habitantes elegíveis para a vacinação, ou seja, com idade  idade igual ou superior a 12 anos.

A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, disse que a campanha nacionals erve para dar resposta aos surtos de sarampo que estão a ser registados em várias províncias do país.

Para a ministra,  um dos maiores desafios que o ser humano enfrenta, após o nascimento,  é a sobrevivência,  principalmente no período dos zero aos cinco anos, fase que as vacinas são fundamentais para a prevenção de doenças.

Sobre a vacina contra a Covid-19,  disse que tem mostrado eficácia, sobretudo na redução da mortalidade da população. Por este facto,  defende-se o acesso universal dos serviços preventivos e curativos de saúde, como uma afirmação do direito humano à saúde , proporcionando não só a melhoria da saúde, mas também a redução da pobreza e das iniquidades.

Para aumentar o nível imunitário da população no seu conjunto, todas as crianças abrangidas devem ser vacinadas, independentemente se receberam doses anteriores da vacina.

Para a prevenção de doenças mediante a vacinação, o Ministério da Saúde traça estratégias de vacinação de rotina nas unidades sanitárias, com campanhas periódicas contra doenças com potencial epidémico, de forma a reduzir drasticamente o número de pessoas susceptíveis de contrair doenças e prevenir ou controlar epidemias

Deu a conhecer que este comprometimento está inscrito no Programa do Executivo para o Quinquénio que tem como prioridade a universalização do acesso às vacinas, com vista à redução da mortalidade.

A responsável realçou ainda a relevância do acto,  em resposta aos surtos de sarampo que estão a ocorrer nos municípios do país, por acumulação de crianças susceptíveis, uma vez que desde a última campanha de vacinação contra o sarampo, realizada em 2018,  verificou-se aumento no número de crianças passíveis  de contrair sarampo, devido a fraca quantidade de vacinação de rotina nas unidades sanitárias, causada pela pandemia da COVID-19.

” Pelo que é de grande importância assegurar que nesta campanha todas as crianças desde os 6 meses de idade,  sejam vacinadas contra o sarampo, independentemente das doses recebidas anteriormente, para evitar a propagação dos surtos epidémicos.

A vacina da Pólio oral será administrada a todas as crianças desde recém nascidos até menores de cinco anos.  Estes eventos, de acordo com a ministra, mostram a enorme vulnerabilidade do país e a importância de atingir altas coberturas de vacinação uniformemente distribuídas . (ANGOP)

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