AngolaDestaquesTransportes

CFB espera transportar dois milhões de passageiros/ano

Lobito - Dois milhões de passageiros/ano é quanto o Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB) espera transportar, em breve, principalmente entre as províncias do Planalto Central (Huambo e Bié) e do Moxico, no interior do país, como avançou à imprensa o presidente do Conselho de Administração da empresa, Luís Teixeira.

Falando a jornalistas sobre os projectos para a revitalização do CFB, Luís Teixeira disse ser prioridade aumentar o número de passageiros do Planalto Central ao Moxico, Leste do país, isto é, Huambo/Luena e Luena/Luau, na fronteira com a República Democrática do Congo.

O responsável afirma que o CFB está a ter um papel importante para circulação da população do interior do país e lembra que só em 2018 foram transportados mais de um milhão e 200 mil passageiros.

De acordo com o interlocutor, o aumento do número de passageiros far-se-á mediante o reforço da frota do CFB, com a aquisição de novas locomotivas (em número não especificado), no quadro das parcerias que a empresa está a estudar.

Retoma do tráfego internacional de passageiros em estudo

A retoma do tráfego internacional de passageiros, embora faça parte das perspectivas da empresa, ainda é um assunto que está em estudo por parte das estruturas afins, porque implica questões migratórias, como fez saber o presidente do Conselho de Administração do CFB.

De qualquer forma, acredita que é um processo que “tarde ou cedo” vai acontecer, devendo a empresa preparar-se para isso.

Durante o ano passado, ao que a Angop apurou, circularam mais de dois mil comboios de passageiros do Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB), na variante Lobito/Benguela, Lobito/Huambo, Huambo/Cuito e Cuito/Luena.

Transporte de mercadorias aquém das expectativas

As 94 mil toneladas de mercadorias diversas que o CFB transportou em 2018 estão ainda muito aquém do volume alcançado pelos caminhos-de-ferro dos países vizinhos, como explica Luís Teixeira.

“É logico que em termos de mercadorias é pouco ainda”, assumiu Luís Teixeira, perspectivando que, nos próximos anos, a empresa venha a ultrapassar três ou mesmo quatro milhões de toneladas/ano, com a aquisição de mais vagões de carga.

Com uma linha férrea de 1344 quilómetros de extensão, desde o Lobito, em Benguela, ao Luau, na província do Moxico, leste de Angola, na fronteira com a RDC, o CFB, fundado em 27 de Novembro de 1902, possui  67 estações ao longo da ferrovia.

Em 1974, no fim do período colonial português, o tráfego internacional já era responsável por 90% das receitas do CFB, com uma capacidade anual de transporte de 10 milhões de toneladas.

A reabilitação e modernização da linha férrea do CFB está a cargo da empresa chinesa China Railway – 20, conhecida como “CR-20”. Embora este processo ainda não se encontre terminado, a retoma da circulação ferroviária está já a permitir o transporte de passageiros e de mercadorias, a melhorar o escoamento de produtos agrícolas e o incremento das trocas comerciais entre as províncias do Huambo, Bié e do Moxico.

A actual frota do CFB é constituída por 56 locomotivas e 66 carruagens. (Angop)

Mostrar mais

Notícias relacionadas

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

Close