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BNA cria Taxa de Custódia do excesso de liquidez

O Comité de Política Monetária (CPM) do Banco Nacional de Angola (BNA) decidiu, terça-feira última, introduzir a Taxa de Custódia sobre o Excesso de Liquidez dos bancos comerciais.

Com a introdução da referida taxa, que será objecto de regulamentação, o BNA quer  incentivar o aumento de intermediação entre a banca comercial e o agentes económicos, com o objectivo  de estimular a actividade económica.

O CPM reitera o seu comprometimento com a manutenção da estabilidade dos preços na economia e, para o efeito, continuará a monitorar todos os factores determinantes da inflação, quer do lado da oferta, quer da procura.

Na reunião desta terça-feira, o Comité da Política Monetária (CMP) decidiu manter a taxa de juro do Banco Nacional de Angola (BNA) em 15,50%, olhando para  a persistência dos factores de risco para a inflação  e  as incertezas em torno da pandemia, a Covid-19.

Ao avaliar o comportamento recente dos principais indicadores económicos, numa conjuntura que continua afectada negativamente pela pandemia da COVID-19, o Comité decidiu manter também a taxa de juro da Facilidade Permanente de Cedência de Liquidez em 15,50%.

A  taxa de juro da Facilidade Permanente de Absorção de Liquidez, com maturidade Overnight, mantém-se, de igual modo, m 0%, de acordo com o documento deste encontro a que a Angop teve acesso.

Os  coeficientes das reservas obrigatórias em moeda nacional e estrangeira em 22% e 15%, respectivamente, de igual modo mantém, bem como a taxa de juro da Facilidade Permanente de Absorção de Liquidez, com maturidade de 7 dias em 7%.

Ainda fruto da análise feita no mercado nacional, o CMP mantém também activa a janela da Facilidade Permanente de Cedência de Liquidez, com maturidade Overnight, em até Kz 100 mil milhões, renovável trimestralmente, de modo não cumulativo, ao longo do exercício económico de 2020.

Balança em variação

Neste período em análise, a economia nacional continua vulnerável às variações da balança de pagamentos,  tanto a nível da Conta Corrente, como da Conta Financeira.

O stock das reservas internacionais brutas no mês de Junho fixou-se em USD 15,58 mil milhões, abaixo dos USD  16,26 mil milhões registados no mês de Maio, de acordo com o documento.

Tal valor, corresponde  a um grau de cobertura de 11,76 meses de importações de bens e serviços, para o país.

Enquanto isso, as Reservas Internacionais Líquidas (RIL) situaram-se em USD 10,41 mil milhões, face aos USD 10,24 mil milhões apurados em Maio, o que representa um aumento de USD 166,67 milhões.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), a actividade económica deteriorou-se no primeiro trimestre, face ao período homólogo de 2019, com uma queda de 1,8% do PIB real, situação que terá prevalecido igualmente no segundo trimestre, deste ano.

O Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN) divulgado pelo INE, em Junho, registou uma taxa de variação mensal de 1,74%, abaixo dos 1,94% apurados no mês anterior, resultando numa inflação acumulada de 11,89% e homóloga de 22,62%, nível acima da observada no mês anterior (21,82%).

O CPM também avaliou diversos indicadores de inflação subjacente e concluiu que a inflação de bens alimentares continua a contribuir em grande medida para a tendência crescente da inflação cheia, tendo se situado em 27,87% em termos homólogos, nível mais alto desde Fevereiro de 2018.

A próxima reunião ordinária do Comité de Política Monetária do Banco Nacional de Angola está agendada para o dia 28 de Setembro do ano em curso. (Angop)

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