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Abate de animais ameaça existência do Parque da Quiçama – Ministério de tutela admite conhecer a situação

Caça furtiva periga vida selvagem no Parque da Quiçama. Girafas, elefantes e outros animais de grande porte são os mais abatidos. Vida dos predadores é facilitada pela degradação da cerca eléctrica. Ao NJ, Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente diz que tem conhecimento da situação e que tem optado por medidas pedagógicas de sensibilização.

Considerado um santuário da vida selvagem em Angola, o Parque Nacional da Quiçama, em Luanda, corre o risco de perder esse estatuto. Em causa está o actual estado de abandono em que se encontra a reserva e o abate de animais praticado por caçadores furtivos.

 

Girafas no ambiente natural do Parque da Quiçama, a cerca de 200 quilómetros de Luanda (Foto: D.R.)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Trata-se de uma situação sabida pelo Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente (MCTA), que, em resposta a um questionário enviado pelo Novo Jornal, admite ter conhecimento do crescimento da caça furtiva naquela reserva natural.

O MCTA acrescenta que o abate de animais de grande porte é feito por caçadores que entram no parque quer por via fluvial, quer terrestre, colocando armadilhas e com recurso a arma de fogo do tipo AKM. Em contrapartida, o ministério assegura que, como medidas preventivas e de forma a desencorajar essas práticas, tem “enveredado por medidas pedagógicas primárias junto às comunidades locais viradas para a sensibilização”.

Numa visita ao parque e em conversa com alguns funcionários, o NJ apurou que os passeios turísticos deixaram de ser feitos há mais de uma semana, por falta de viaturas. A única disponível, por sinal recentemente adquirida, encontra-se avariada. Em virtude disso, quem deseja fazer safari para ver os animais tem de o fazer por meios próprios. (Novo Jornal)

ALERTA GERAL

O secular imbondeiro (adansonia digitata) é um dos componentes da flora angolana igualmente ameaçado pela espécie humana no Parque Nacional da Quiçama (Foto: D.R.)

Na altura em que se registou o período de seca na província do Cunene, há uns meses atrás, vimos uma nota de reportagem exibida pela TPA e depois postada na Internet,  de um soba da região da Quiçama, a exprimir-se a favor do assentamento de pastores naturais do Cunene nesta zona protegida, com o pretexto de combate à fome. O resultado está à vista, depois da leitura desta importante peça do Novo Jornal.

O Parque Natural da Quiçama está ameaçado e é necessário que o Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente e seus pares agilizem um plano para impedir a invasão humana nesta área reservada à vida animal.

Nesta zona protegida, além da caça furtiva temos casos declarados de invasão humana de terrenos para fins habitacionais e de exploração agrícola, que perturbam a existência da Reserva Natural da Quiçama, que muitos estudiosos têm como cenário de consulta do comportamento animal, a nível mundial.

O regresso dos pássaros aos lares de Luanda é resultante da invasão do seu ambiente natural pelo homem no Parque Nacional da Quiçama O espírito de sobrevivência das espécies ornitológicas para a cidade obriga-as a questionar o bicho homem (Foto: D.R.)

Se não forem tomadas medidas urgentes teremos a curto e médio prazo casos de migração forçada da fauna animal para os lares humanos, num processo natural de ocupação, que necessita de ser acautelado com medidas disciplinares.

O Governo deve reflectir com urgência num plano de reordenamento territorial para impedir a sanha ocupacionista dos cidadãos, de terrenos considerados reserva animal, onde a biodiversidade se possa desenvolver e praticar sem sobressaltos. É urgente que o Governo Provincial de Luanda se debruce neste caso, antes que as organizações internacionais de defesa do Ambiente condenem Angola, por incúria e desrespeito às leis universais de defesa do Ambiente. O planeta Terra a todos os seres vivos pertence. Não é negócio para ambiciosos humanos, que o querem vandalizar, em nome da sobrevivência! (Portal de Angola)

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