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Xiitas voltam a sair às ruas da Nigéria para pedir libertação de líder

Abuja - Centenas de xiitas do grupo Movimento Islâmico na Nigéria (IMN, na sigla inglesa) saíram hoje às ruas da capital nigeriana, Abuja, pelo segundo dia consecutivo, pedindo a libertação do líder espiritual, Ibrahim Zakzaky, detido desde 2015.

Esta manifestação surge após confrontos com a polícia, na terça-feira, que mataram, segundo o IMN, pelo menos três membros do grupo.

Segundo a imprensa local, os membros do IMN iniciaram uma marcha de protesto junto da sede da Comissão Nacional dos Direitos Humanos, provocando as forças policiais.

De acordo com a agência France-Presse, num muro junto dos protestos, o grupo inscreveu, com tinta vermelha, que “a polícia nigeriana abateu xiitas junto a Assembleia Nacional a 09 de Julho”.

Na terça-feira, uma manifestação organizada pelo grupo assumiu proporções violentas, com o grupo a reclamar a morte de pelo menos três dos seus membros – incluindo uma criança de 14 anos – e 11 feridos.

A polícia da capital justificou a morte de um dos manifestantes após este ter agarrado uma arma e disparado contra um polícia.

O IMN culpabiliza as forças policiais de Abuja pela violência na manifestação de terça-feira, insistindo que foi a polícia quem disparou primeiro.

“Alguns dos nossos membros, provavelmente, atiraram pedras”, admitiu o porta-voz do IMN, Ibrahim Musa, que não acredita que os manifestantes tenham agarrado armas de fogo.

“Estamos muito zangados e não queremos que o nosso líder morra nas mãos do Governo federal”, acrescentou Musa, que se referia ao pedido de ajuda do filho de Zakzaky, que no passado fim-de-semana considerou a detenção do seu pai, doente, como “um assassinato”.

Zakzaky, que pede uma revolução islâmica inspirada pelos xiitas iranianos num Estado com maioria sunita, é um opositor das autoridades nigerianas há vários anos.

O opositor está detido desde 2015, quando o Exército disparou contra manifestantes, matando mais de 350 pessoas.

Em Outubro do ano passado, os membros do IMN manifestaram-se em Abuja, sendo alvo de uma forte repressão pelas forças de segurança, que provocou a morte de 47 pessoas, segundo os xiitas e observadores, seis de acordo com os dados oficias do Governo. (Angop)

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