ÁfricaAngolaCabo VerdeMoçambique

Sugestões de leitura África Monitor: A Semana em palavras

Influência - Russa em Angola e Moçambique, patente na atitude servil dos respectivos Governos perante a brutal invasão ordenada por Vladimir Putin da Ucrânia, seu vizinho pobre e com bastante menor capacidade militar.

Apesar da pressão de EUA União Europeia, como damos conta no último AM Intelligence, Angola e Moçambique não condenaram a invasão, ao contrário da comunidade internacional. E abstiveram-se na votação da resolução na Assembleia Geral das Nações Unidas, que resultou na condenação da invasão por 141 países. Perante pressões de diferentes quadrantes, a palavra de ordem parece ser evitar o assunto, publicamente. Mas, sendo o fim (relativamente confesso) de Putin o de restaurar a antiga influência do “império” soviético, qual o desígnio para África, onde este teve no passado resultados desastrosos, inspirando e/ou conduzindo “revoluções” pós-independência que produziram destruição económica e guerras civis?

Vastidão – De interesses russos em Angola Moçambique, desde logo a nível militar, onde os contratos de armamento geram há décadas comissões significativas para oficiais de topo das Forças Armadas. No caso de Moçambique, a Rosneft tem sido “ponta de lança” dos investimentos energéticos, conforme revelamos no AM Intelligence desta semana. Em Angola, destaque para a Alrosa, a empresa preferida de Luanda enquanto parceiro para exploração de diamantes.

Alinhamento – De Cabo Verde e São Tomé e Príncipe com os países ocidentais na questão da invasão russa da Ucrânia, tendo votado a favor da condenação da mesma na Assembleia Geral das Nações Unidas. Países mais pequenos, mais democráticos e menos sujeitos à influência russa na esfera da Defesa e com menos presença de empresas russas do sector extractivo.

Remodelação – Por Filipe Nyusi do Governo de Moçambique, entregando a chefia do mesmo ao PM Adriano Maleiane e a pasta das Finanças a Max Tonela, ex-ministro da Energia. Sinal da necessidade de assegurar apoios para o processo de escolha do próximo candidato presidencial, conforme vimos dando conta no AM Intelligence. Processo esse em que a “rainha” no xadrez de Nyusi continua a ser o “super-ministro” Celso Correia.

Apoio – Do PM português, António Costa, ao Governo da Guiné-Bissau – “legítimo”, como fez questão de frisar – na sequência da tentativa de golpe de 01.FEV. A visita de Costa a Bissau no passado fim-de-semana, a primeira de alto nível após o ataque ao Palácio do Governo, foi particularmente bem recebida por Umaru Sissoco Embaló.

Já a recepção de João Lourenço, poucos dias antes em Luanda, a um grupo de apoiantes de Domingos Simões Pereira – a quem figuras influentes dos partidos do Governo atribuem autoria moral pelo ataque devido ao radicalismo do seu discurso e acção anti-Governo – causou irritação no Palácio Presidencial, conforme relatamos no último AM Intelligence. (Africa Monitor)

(Para ler integralmente depois de assinar)

(Em actualização)

 

Acordo – De cooperação assinado entre Portugal e Cabo Verde durante a visita de António Costa à Praia.

 

Mostrar mais

Notícias relacionadas

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

Close

Adblock Detected

Please consider supporting us by disabling your ad blocker