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PMA recebe € 7,5 milhões para apoiar pessoas em risco de fome em Moçambique

Cerca de 1,9 milhão de pessoas podem enfrentar essa situação no primeiro trimestre do próximo ano; nova contribuição da União Europeia faz subir para € 30 milhões o valor de apoio dado à agência no país nos últimos 10 anos.*

O Programa Mundial de Alimentação, PMA, revelou que precisa de mais fundos para apoiar mais de 1,2 milhão de pessoas até março de 2020 em Moçambique.

Na segunda-feira, a agência destacou esforços para apoiar 1,9 milhão de pessoas que correm risco de passar fome no primeiro trimestre do próximo ano. Em resposta ao apelo do PMA, a União Europeia doou € 7,5 milhões.

A representante do PMA em Moçambique, Karin Manente, destacou a importância do apoio dos parceiros. (Foto: Ouri Pota)

Calamidades

Em 2019, Moçambique teve varias áreas do centro e norte do país arrasadas pelos ciclones Idai e Kenneth. As ações de alívio à emergência foram apoiadas por parceiros do governo moçambicano e das Nações Unidas.

Com o apoio da União Europeia para a resposta pós-ciclones, o PMA prestou assistência alimentar de emergência às províncias mais afetadas pelos desastres: Sofala, Manica, Zambézia, Tete, Cabo Delgado e Nampula.

O apoio consistiu em cupons de alimentos que permitiram que as famílias comprassem alimentos de sua escolha. A agência também distribuiu bens alimentares de emergência em regiões da província de Cabo Delgado onde não  havia condições para que os cupons fossem distribuídos.

Resposta

Em entrevista à ONU News, em Maputo, a representante do PMA em Moçambique, Karin Manente, destacou a importância do apoio dos parceiros.

“Este apoio da União Europeia é muito importante. Hoje mesmo  foi confirmado também um apoio adicional da União Europeia de € 7,5 milhões. Os € 7,5 milhões servem para apoiar as pessoas afetadas na recuperação. O apoio de € 4 milhões durante o auge da nossa resposta de emergência foi usado para logistica, o apoio foi muito importante”

A localização geográfica de Moçambique torna o país propenso aos ciclones. Este fator preocupa o governo, os parceiros e as Nações Unidas. Karin Manente apela a um esforço conjunto para salvar vidas.

“O período de escassez começou mais cedo do que o normal. Começou por volta de setembro, outubro e novembro. Estamos em dezembro e em janeiro calculamos que por volta de 1,9 milhão de pessoas vão estar em necessidade de assistência humanitária. Estamos a calcular que com as contribuições que temos até hoje vão poder apoiar por volta de 1 milhão à 1,2 milhão de pessoas, em janeiro, fevereiro, março e em abril se for necessário também.”

Durante o período de emergência, entre março a agosto, o PMA apoiou 2,3 milhões de pessoas com assistência alimentar financiada pela União Europeia e outros doadores.

Assistência

Após a fase imediata da resposta, de agosto a outubro, a agência da ONU continuou a fornecer assistência alimentar a 625 mil pessoas vulneráveis.

Com o mais recente financiamento da União Europeia, o bloco elevou a sua contribuição total às operações do PMA no país para quase € 30 milhões nos últimos 10 anos. (ONU News)

Por: Ouri Pota | Maputo para ONU News

 

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